Qual a melhor impressora 3D para uma escola?


Quando eu vendia também CAD, o CATIA, para ser honesto, uma das histórias que mais me impressionou, infelizmente, não é minha, mas do meu mentor e amigo, Wilson do Amaral, na Sisgraph, que em suas prospecções, encontrou alguém que não queria usar CAD, por que desenhava tudo que queria no Excel. Isso mesmo. No Microsoft Excel.

O sujeito ainda teria explicado que ele colocava todas as células em 1/1, e então ia desenhando nelas, através das opções de contorno da célula. E como ele podia selecionar também o preenchimento, ele fazia as hachuras, que sinalizavam a vista em corte era concreto, madeira, que tipo de aço, enfim, nesta época cunhamos a expressão que me acompanharia por vida: "O melhor CAD é aquele que você sabe usar"!.

O mesmo vale para impressora 3D. Não existe uma melhor para sala de aula. Na feira de Buenos Aires, a Mini Maker Faire, deste ano, um professor chegou a me perguntar, por que ele colocaria na sala de aula uma impressora proprietária, e não uma open-source, e minha resposta saiu até bruta, de tão sincera: "mas você quer que seus alunos aprendam a usar, montar e arrumar impressoras 3D ou que a usem na sala de aula?". Vejam, não há nada contra aqueles que desejam isso, é perfeito para uma aula de automação, programação, criação, uma impressora open-source, mas há um problema, e as outras aulas? Onde fica a educação STEAM? Usar a impressora 3D na aula de física? De matemática? De história? De idiomas?

Por vezes valorizamos tanto uma escolha que não percebemos que podemos ter as duas, claro! Uma impressora feita pelos alunos, na oficina criativa, e uma impressora que não requeira curso ou treinamento, para as outras disciplinas! As peças da impressora open-source podem até ser feitas na outra, profissional, ou doméstica.

Mas há alguns pontos que para mim, são vitais, não estarem na sala de aula:

- Impressoras com cabos expostas, principalmente de energia;
- Impressoras que não podem ser transportadas facilmente;
- Impressoras com mesas de vidro
- Impressoras com mesas aquecidas
- Impressoras que usem solventes e colas para grudar a peça na mesa, na hora da impressão;

Se queremos levar a tecnologia à sala de aula, de crianças de 5 à 99 anos, não podemos nos dar o luxo de ter que tomar cuidados, e mesas de vidro, aquecidas, são terríveis para ter com crianças, um descuido na hora de desgrudar uma peça, que se queime, quebre a peça, ou se corte, ao quebrar o vidro!

Cabem na escola impressoras assim? Cabem, mas não na sala de aula, e sim na sala de oficina, com professores cuidadosos e atentos ao manejo do equipamento.

Mas estas são apenas minhas opiniões sobre o tema, e não quero criar nenhum alvoroço sobre o assunto, apenas digo, eu sei qual impressora eu deixaria numa sala de aula com meus filhos dentro, e tenho a sorte e fortuna de ser representante dela.



Não por acaso a MakerBot já criou dois livros sobre o tema, impressoras e escolas, está presente em mais de 5000 instituições de ensino nos Estados Unidos, é a preferida na educação STEAM, pois ela atende todas as normas de segurança e cuidados para usar com crianças.

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