11/30/2016

Nova Fortus900mc Geração II

Máquinas grandes, em geral, não são pensadas para o usuário doméstico, e por isso, por vezes, têm pequenos recursos e pequenos agrados substimados. Esse não é o caso da Stratasys, pois aqui sabemos que seja numa multinacional milionária ou com sua pequena máquina ao lado do seu laptop, na sala de sua casa, o desejo da novidade é o mesmo.

Foi pensando nisso, nos usuários, que a Stratasys incorporou uma série de pequenas melhorias tornando a maior e mais competente máquina da família FDM ainda mais superior!


Primeiramente, sobre a Fortus900mc:

A máquina capaz de operar com os termoplásticos: ABS, ABS-ESD7, ABSi, ASA, Nylon, PC-ABS, PC, PPSF, ULTEM9085, ULTEM1010 e PEKK, agora recebe também o exclusivo Nylon6 e o novo material solúvel ST-130, exclusivo para aplicações de núcleo solúvel.

Com área de impressão de 914x609x914, essa máquina é uma das maiores envelopes de impressão do mercado, capaz de produzir até mesmo paralamas para caminhões de uma só vez.

Agora a máquina vem também equipada com web-cam, afinal, com impressões que podem levar 100, 120, até 200 horas de trabalho, é conveniente poder saber, de qualquer lado, o quanto já foi impresso, se está tudo bem, e até mesmo mandar um update para um cliente ou parceiro.

A Stratasys não melhorou apenas os materiais, mas também os materiais de suporte, com o novo SR-35, capas de dissolver de 40 à 60% mais rápido, estende a vida útil do tanque antes de saturar a solução em até 50% e é ainda mais fácil de remover sem tanque algum, repelindo o ABS e tornando até mesmo a remoção manual mais fácil.

E por fim, claro, o Insight, que é tão poderoso na edição de arquivos para impressão, agora ganha a companhia do GrabCAD Printer, capaz também de operar e gerenciar a Fortu900mc. Por um lado, o GrabCAD potencializa a produtividade, fazendo o preparo de centenas de arquivos de uma só vez. E por outro lado, o Insight garante o poder de edição e criação dos parâmetros de impressão.

11/29/2016

Aplicativos para Impressão 3D

Recentemente ouvindo o Podcast WTFFF, um podcast gringo e diário, e muito, mas muito bom, sobre impressão 3D, eles deram alguns pontos para você se ajudar com a impressão 3D, e entre eles, está Domine o CAD como nunca!

Não é segredo que a impressão 3D por filamento tem certas características que se tornam Best Pratices quando você for imprimir, entre elas, a impressão não ser Isotrópica, ângulo de auto sustentação para minimizar o suporte, máximo bridging de acordo com o material de modelo, o material ser hidroscópico, a determinação do ponto de vitrificação de diferentes materiais para o correto setup da impressora, entre tantas outras características.

Quando você é um prestador de serviços, saber lidar com essas características é um dos diferenciais entre agradar o cliente ou simplesmente apertar print. Quem realmente domina, entende o que o cliente espera, e supera, entregando a melhor combinação de acabamento, resistência mecânica e garantindo o próximo trabalho.

Agora, quando você é também o criador, seu potencial de criar uma peça com a melhor geometria possível é mil vezes superior. Criar uma peça tendo em mente as características da impressão e como aprimorar a peça final. De fato, há até uma lista chamada "as 10 profissões do futuro", onde lista o designer para impressão 3D entre essas carreiras.

Só para exemplificar um destes casos, todos já discutimos aqui que a espessura de parede mínima para uma correta impressão 3D é de 1,2mm para ter resistência ou de 0,8mm para ser estética. Abaixo disso, simplesmente não dá. Agora, e se um furo estiver com sua borda a uma distância inferior a essa espessura? O que fazer? Um dos truques, produzir a peça com o furo de diâmetro maior, para dar o espaço necessário de parede, produzir a peça em sólido, e depois furar o furo com a espessura correta. Entre outros causos.

Para isso, vamos demonstrar aqui como você pode potencializar seus conhecimentos em CAD, mas sem recorrer à pirataria, ok?

Melhors CAD grátis:


GoogleSketchup - Grátis, com pluggin para STL e fácil de operar, ainda conta com 10 aulas online e interativas, da forma que só o Google sabe fazer.

TinkerCAD: Apesar de grátis, multiplataforma, roda direto no browser, e a integração com os outros produtos da família 3D da AutoDesk, o TinkerCAD tem uma limitação, gera STL's horríveis por padrão, e eu ainda não consegui arrumar isso.

Autodesk Inventor Fusion: Grátis para estudantes, é uma ferramenta formidável de criação e edição, uma plataforma CAD completa e muito superior aos demais produtos, como o TinkerCAD e o GoogleSketchup.

11/24/2016

Recomendações de podcast gringos sobre Impressão 3D


Para quem domina os paranaues de falar inglês e quer um Podcast excelente, recomendo o WTFFF - What the Fused Filament Fabrication!

Um diálogo animado, programas curtos, e discutindo de dicas do universo da impressão 3D, à casos pontuais e futurologia.

http://hazzdesign.podbean.com/

Excelente canal, #ficaAdika.

11/23/2016

Converter JPG para STL grátis


Aconteceu agora há pouco, e queria deixar a dica: um cliente queria converter o logo deles em arquivo para carimbo, em 3D, mas não tem CAD, muito menos STL, e queria saber como fazer. Longe do escritório e sem condições de acessar softwares pagos, busquei ajuda no amigo Google e não é que já existem dois softwares grátis, para Windows e para Mac, que fazer precisamente isso.

Você escolhe a base, a moldura, a altura, a espessura da parede, e gera o STL, simples, fácil assim!

Para baixar os programas, acesse:
Windows: http://www.thingiverse.com/thing:66115
Mac: http://www.thingiverse.com/thing:24639

Veja esse tutorial:

Construção de peças em FDM

Existe uma faceta pouco discutida na impressão 3D por filamento, que é a largura do fio depositado. Em síntese é muito simples, com um bico extrusor de 0,4mm, o fio depositado é de, no mínimo, de 0,356mm, isso é uma relação que tem a seguinte implicação: espessura mínima de parede para construção por impressão 3D: 1,2mm de parede.

Com esta espessura é possível construir o perímetro externo e interno da peça, com um fio para cada lado, e ainda preencher as paredes, para a peça não ficar "fofinha", quando você consegue pressionar uma parede contra a outra e sente as faces se tocando.

Agora, existe uma segunda observação importante para ser feita: peças com paredes mais finas de construção, como 1mm ou próximo à isso, que é inclinar a peça... Ao inclinar a peça, uma parede de 1mm de espessura será "achatada", ficando ligeiramente mais larga e permitindo assim a sua construção.

Veja o exemplo abaixo, o vaso de usar no pescoço, como se comporta com uma inclinação de 5° apenas:



No exemplo acima, se a parede tiver 1 mm de espessura, quando a camada for depositada, na verdade teremos áreas com maior que a espessura, dependendo da inclinação da peça. Abaixo, exemplos das camadas, vistas por um microscópio.


11/18/2016

Um comparativo entre o PLA, ToughtPLA e ABS, pela MakerBot


A MakerBot revela mais detalhes de seu novo material, o Tought PLA, um material PLA com a resistência mecânica do ABS, e de baixo custo. Este comparativo é o primeiro de muitos que devem vir, pois cada vez a máquina sendo automatizada, e sem calibração ou intervenção manual, e com um software que é fácil de operar, e fechado para mudanças de parâmetros de impressão, isso tudo limita modificações no material, e logo, torna o processo passível de homologação.

Além desses dados, a MakerBot revelou mais algumas informações sobre o material:

Compatível apenas através do MakerBot Print Software, com o novo SmartExtruder Tought PLA,
Temperatura de estado vítreo (Glass Melting Point): 60°-65°C,
Temperatura de fusão: 150°-160°C,
Temperatura do bico extrusor: 215°C

Compatível apenas com as impressoras MakerBot Replicator+, MakerBot Replicator e Replicator Z18.

11/17/2016

Usando a MakerBot na educação


 


Muitas pessoas me perguntam como utilizar a MakerBot na sala de aula. Bom, se o curso é fundamental, a resposta é fácil, existe um livro chamado "MakerBot na sala de aula", que eu particularmente tive a honra e o privilégio de revisar a edição em português.

Mas se o curso é técnico, o que o pessoal da Fundação Termomecânica, aqui em São Bernardo do Campo é impressionante. Eles adquiriram a MakerBot com a LWT Sistemas, uma MakerBot Replicator 5a Geração e um MakerBot Digitizer, e eles estão fazendo chover com essa maquinha unindo diversas disciplinas; Projetos, CAD, Automação Industrial, Programação e por fim, a impressão e montagem de um braço robô!

O Scanner eles aprimoraram a capacidade de captação, criando uma cúpula para a máquina, adicionando uma iluminação em LED e utilizando tinta spray (de cabelo, que sai com água) para diminuir reflexos excessivos na peça. Resultado: captação muito superior dos detalhes e excelência no uso em sala de aula.

A escolha da MakerBot se deve ao fato do desejo de incorporar a impressão 3D na sala de aula, mas sem o tempo perdido e a frustração de não conseguirem realizar impressões por que a máquina está mal calibrada, por que o filamento deu problema ou o cabeçote é difícil de operar e limpá-lo, quando necessário. Ao contrário, a MakerBot oferece todo o painel de customização de temperatura, velocidade de avanço, altura de camada, formas de preenchimento, mas com a garantia de resultados impressos com satisfação.


11/16/2016

GrabCAD Printer 1.0 lançado!


Hoje foi lançado o GraCAD Printer 1.0! Justo na abertura da feira da Alemanha que a Stratasys utiliza para anunciar suas novidades e lançamentos, a feira abre já com notícias quentes! O GrabCAD Printer 1.0 lançado e com suporte mais extenso à impressoras da Stratasys, justificando a afirmação: Um software para todas as impressoras governar!

(Ainda aguardo ansioso o lançamento da versão integrada com as MakerBots, ninguém falou nada, mas é mesmo software, quanto pode demorar para isso acontecer?).

Na nova versão, além da correção de pequenos bugs, o software agora gerencia: uPrint SE, uPrint SE Plus, Dimensions, Fortus 250mc, Fortus 380mc, Fortus 450mc e Fortus 900mc! Mas não é só isso, a plataforma agora é compatível também com a nova J750! E dá suporte à máquinas legado, tais como: Fortus 360mc e Fortus 400mc!

O que está esperando? Faça já o download, até se você não tem impressora, é um grande software para validação e estimativas de tempos e custos para impressão! https://grabcad.com/print

TOM 2016


Trabalhar com acessibilidade, e com desenvolvimento de aplicações para esse setor é um dos grandes benefícios do meu setor. Este ano tive o prazer e a honra de trabalhar com o pessoal da rede Luci Montoro e o desenvolvimento de uma nova órtese de mão para amputados, com uma nova abordagem, além daquela mão robo tão famosa, feita em impressoras 3D.

O trabalho foi desenvolvido para apresentação no TOM 2016, realizado no centro de convenções do hospital das clínicas, na Av. Rebouças, São Paulo, e teve até cobertura pelo Bom Dia Brasil, onde nossa impressora, uma vez mais, debutou!

 Clique para ver a reportagem

O projeto consistia em desenvolver uma prótese adaptável, que ao contrário da prótese mão robô, que visa esteticamente mimetizar a mão humana, mas ainda é limitada em funcionalidade, criar uma prótese que não se assemelha à mão humana, mas que seja ampla em funcionalidades, como sustentar garfos, facas, escrita, pentear o cabelo e funções cotidianas, até mesmo impensadas, você já tentou cortar uma folha de papel com uma só mão? Com a órtese desenvolvida por Dr. Milton, Erik Barone, Ana, Eduardo Inglez, Dani Loren e tantos outros colaboradores que sinto deixar alguém de fora aqui, todas estas funções agora são possíveis!


11/10/2016

Qual a melhor tecnologia para ser prestador de serviços?


Conforme começamos a discutir em outro artigo, são dois os maiores desafios para se tornar um prestador de serviços de impressão 3D no país: educar o mercado que a tecnologia existe e pode atendê-lo e alinhas expectativas entre a compra e o recebido.

O segundo item se deve à uma percepção equivocada de que a Prototipagem Rápida, como era chamada a impressão 3D até o ano 2000, ou a Manufatura Aditiva, como o termo que a ASTM cunhou de 2000 para cá, é tão rápida como fazer um Miojo, e a peça é colorida, resistente e perfeita, e nós, usuários de impressoras FFF sabemos que não é assim.

Logo, o prestador de serviços tenta comprar uma impressora de resina fotossensível, material mais caro, mas com camadas muito superiores, e descobre que o preço é algo que nem todos os clientes querem pagar. Afinal, como alinhar essas expectativas e qual a máquina ideal?

A melhor forma de educar o público, que quer algo colorido, sem marcas de camadas e que seja resistente e barato, é explicar que isso ainda não existe... Tem a impressora CLIP da Carbon, e a Disney patenteou algo semelhante, mas está escondido em seus porões que pode vir a chegar perto disso um dia, mas por hora, o melhor equilíbrio entre resistência e preço são as impressoras FFF, Fabricação por Filamento Fundido, seja uma FDM Stratasys ou MakerBot, ou de outro fabricante. E amostras, o tempo todo com amostras embaixo do braço.

Por que essa tecnologia? Simples, são as mais fáceis de manter em casa, ou num negócio que se está iniciando, pois não usam resinas tóxicas e os processos de limpeza do suporte vão desde um estilete, quando for do mesmo material que a peça, a processos que envolvem água ou limoneno, com ou sem temperatura. As máquinas em geral gastam 100W para trabalhar e têm baixo custo de manutenção.

E apesar da crença comum dos clientes em pedirem coisas com acabamento impecável, dois ou três serviços tendem a mostrar que a resistência mecânica vale mais que uma peça linda, mas que pode quebrar com um olhar.

Existe um outro lado dessa história, claro: a maioria dos prestadores de serviços têm hoje, não por um acaso, processos FFF/FDM, o que aumenta a competição entorno dessa tecnologia. Essa também deve ser a tecnologia que mais rapidamente vai se tornar popular entre os usuários domésticos, e logo, o desempate entre as concorrências será a oferta de uma segunda tecnologia ou processo. Mas seja como for, o importante mesmo é largar logo, se você quiser ingressar nesse mercado enquanto há diferencial competitivo. E não se esqueça de agregar valor, seja modelando, scaneando, ou ambos. O mercado agradece...

PS: Estes artigos de hoje foram uma sugestão de um aluno do curso "Impressoras 3D Fundamentos", ministrado na LWT Sistemas, obrigado Luiz Henrique Okusu!

Desafios do mercado brasileiro de impressoras 3D

Apesar das impressoras 3D terem chegado a valores nunca antes tais, principalmente em comparação com o ano de 2000 quando comecei a trabalhar com isso, na Sisgraph, que a máquina custava 60.000 dólares a mais barata, e hoje custa 16.000 reais uma MakerBot já bastante competente, não dá para ignorar o fato que 16.000 reais é muito mais que um Gol bolinha, 1999.

Com esse valor na medida exata do acessível à novos negócios, mas cara para o cidadão comum que trabalha 8 meses só para pagar impostos ao governo (hoje eu ouvi que o empresário chega a trabalhar 13 meses para pagar impostos), e nesse cenário a coisa mais lógica é a proliferação de prestação de serviços, bureaus ou centros de prestação como FabLabs, e ai surge a dúvida de quem quer se aventurar: como está esse mercado hoje em dia?

Os desafios para a prestação de serviços no país são dois basicamente: educar o público que a tecnologia existe (você ficaria surpreso com o número de pessoas que ainda não conhecem essa ferramenta), e alinhas expectativas entre o público que conhece a ferramenta, mas não sabe bem na prática o que vai receber.

Isso não é necessariamente ruim: agregar valor por modelar o arquivo a ser impresso é uma parte importante do negócio hoje em dia, ainda que desenhar do 2D para o 3D esteja se tornando assustadoramente simples, como demonstra o GIF abaixo:

Assim, aprender a modelar no Google Sketchup ou no TinkerCAD pode trazer imenso benefício para seu negócio. Quando fui à Minnesota, por conta de um treinamento, em 2014, conheci uma revenda com o mesmo tempo de mercado que a LWT tinha na época, mas enquanto a LWT tinha vendido 13 máquinas no seu ano de debute, essa revenda de New Jersey, e que só podia vender para New Jersey, por conta de territórios, tinha vendido mais de 400 máquinas.

O rapaz até se surpreendeu com nosso número, e me perguntou: Mas não tem escritório de arquitetura ou empresas que dão consultoria e criação de design no seu país? E eu respondi: ter, tem, mas eles não usam 3D... Na verdade dessas 400 máquinas, a maior parte eram Stratasys Mojo, máquina excelente, mas a mais barata do portfólio da Stratasys, apenas 6000 dólares, e o público alvo? Escritórios de design, que fazem chaveiros, brindes personalizados e coisas assim.

No Brasil o máximo que chegamos desse mercado alvo são plantas 2D jogadas pelas janelas de nossos carros nos finais de semana, com renders bonitos, e escritórios de design que usam marcadores 2D e Photoshops para colocar o logo da sua empresa em algum brinde genérico feito na China.

Se por um lado isso é um problema para que a empresa que eu estou consiga vender máquinas, por outro, é o encontro perfeito de um mercado que quer criar diferenciais para vencer a crise, preferencialmente contornando o dólar instável, que pagaria alegremente não só a impressão 3D, mas a consultoria de modelagem também.

A nossa Mojo ainda está na promoção, quer falar à respeito?  11 3232-0532.

11/09/2016

Bibliografia para o universo 3D

Já que já falamos hoje sobre a revista Impressoras 3D, da editora Online, que chegou às bancas esta semana, por que não nos aprofundarmos sobre um pouco dos bons livros que estão no mercado? Eu praticamente já cobri toda a coleção na minha resenha da revista, mas vale citar com mais detalhes alguns outros:

Prototipagem Rápida, Neri Volpato:
Com nomes de peso do setor de impressão 3D no Brasil, em especial a região sudeste, o livro é uma coletânea de artigos catalogados e editados por Neri Volpato, com assinaturas de Jorge Vicente Lopes, do CTI de Campinas, Jonas de Carvalho da USP São Carlos e o próprio Neri Volpato. 

Não vou mentir, o livro é denso, vai além da conta da leitura introdutória, sendo extremamente acadêmico, e como único do seu gênero no país e em nossa língua, é um achado a ser guardado. Mas não é uma leitura trivial.


 Engenharia Integrada por Computador e Sistemas, Cristiane Ulbrich

Tive o prazer de conhecer a Cristiane Ulbrich na ABM, numa ocasião em que ambos estávamos palestrando, nas rodadas de tecnologia que a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração promove em sua sede, quem me deu uma cópia autografada do livro. Apenas um dos capítulos apresenta a impressão 3D, ainda no conceito mais clássico, bem ao tempo da obra, como prototipagem rápida, embora a co-autora do livro, junto do Adriano Fagali de Souza, já aventem a possibilidade do uso futuro da impressão 3D para a manufatura aditiva. Uma leitura agradável e informativa, pesando a parte técnica com leitura de forma excelente.

Revista Impressoras 3D, editora Online:
Pesa a seu favor ser a primeira revista dedicada ao tema em meio a tantas revistas de maquiagem e tantas outras sobre iPhone, Android, Minecraft e "como fazer dinheiro no YouTube". E isso ninguém vai tirar dela.

MakerBot na sala de aula

Disponível para download na página da MakerBot.com, na aba educacional, é um livro fantástico, por ser grátis, de leitura leve, com vários exemplos de como utilizar o livro em sala de aula, com alunos e atividades e objetivos, e eu tive um dedinho de colaboração, fazendo a leitura prévia da versão em português traduzida.

Existem ainda muitos livros auto publicados, tanto na Amazon Store quanto em sites como Clube de Autores, que eu recomendo a caçada, para avaliação.

Resenha: Revista Impressoras 3D nas bancas



Chegou às bancas a revista número 4 da série Negócio Especial da editora Online, chamada de Impressoras 3D! Se você é do tipo que gosta de ver presságios em tudo, acho correto afirmar que esta é mais uma das cornetas do apocalipse, no bom sentido!

Depois do upgrade do Windows 10 chamado de Creators Upgrade, focado em 3D, com scanner e Paint Brush com edição 3D (e de STL), agora um título dedicado na banca é outro bom indício da popularização do tema e de sua aproximação inexorável ao usuário comum, cada vez mais rápida.

Quanto à revista em sí, ela é boa. Se você já é um usuário regular de impressão 3D, há pouco de novo, a própria revista se divide em 10 capítulos, como um livro em formato de revista, baseados em "1 O que é impressão 3D", "Impressora 3D, a terceira revolução industrial", "histórico da tecnologia", "aplicações", e assim por diante. Bons textos, mas nenhum deles assinados, a única menção de contato é a assinatura do editor, que assina "Os editores", e um email genérico.

Se você já é usuário de impressão 3D, contudo, não espere nada de novo, inovador, ou bons info-gráficos. Não há nenhum. Ótimas fotos, bem escolhidas (ainda que ausentes de créditos), mas são, em geral, fotos de internet.

O capítulo que particularmente me fez comprar a revista e me desanimou, foi o do "mercado brasileiro", eu próprio já tentei conduzir aqui no blog uma enquete entre fabricantes e revendas, e tive pouca resposta, e a revista não foi diferente. Excelente texto sobre o mercado, focado na trajetória da Cliever e temperada pela história da Metamáquina, mas é só. MoviTech e Poligon FabLab também foram citados. Não há números, nem dados.

Talvez por ser um usuário há tempos, talvez por esperar há tanto tempo bons títulos de tecnologia nas bancas, órfão da INFO, Macmania, MacMais, Ubuntu Linux, Linux Magazine, eu depositei talvez muitas esperanças no título e me frustrei um pouco.

Não há menção ao filme "Printing the Legend", no Netflix, aliás a MakerBot mal é citada. Não ensina ao leigo as diferenças entre materiais e processos, não dá dicas de formas de comparar as impressoras para ajudar um leigo a iniciar na sua compra (tamanho de mesa, materiais possíveis, softwares que acompanham), e mal mencionam scanners 3D e softwares CAD, um passo fundamental para a impressora ter matéria prima para imprimir.

Falando em softwares, só a Simplify foi citada, nenhum App mobile foi apontado, e o ranking de impressoras e preços apresentado tem ausências tristes no mercado brasileiro (e não compara o que importa entre as impressoras, envelope de impressão, materiais e resolução de impressão).

Os poucos livros brasileiros do setor também não foram citados, Neri Volpato com seu livro "Prototipagem Rápida", nem a Cristiane Ulbrich com seu livro "Engenharia Integrada por computadores e sistemas", ou a empresa do Flávio Ulbrich, a UP3D, dentro da UNICAMP de Campinas.

Em resumo, como introdução ao tema, a revista ganha um 8,5, linda, bons textos, bons exemplos de impressão para um iniciante. Se você já é meio usuário de impressoras 3D, nota 3.

11/08/2016

CLIP 3D Process


Recentemente falamos nas turmas de impressão 3D, no curso de Impressão 3D Fundamentos, sobre novas tecnologias, e entre elas, uma que chamou a atenção de turma, e que um dos alunos, o Arnaldo Junior, fez uma contribuição incrível, foi a CLIP - Continuous Liquid Interface Production.

Entre as origens dessa tecnologia está a pesquisa da própria Disney, uma das gigantes do entretenimento no mundo (talvez atrás da AT&T, agora que ela comprou a Warner, e já domina a comunicação), essa tecnologia é conhecia pelo seu tempo de impressão quase imediato, baseando-se num triângulo de luz UV, gases e resinas fotossensíveis.

Outra faceta dessa tecnologia é aliar alta resolução de impressão 3D com materiais incríveis, como até mesmo, fibras de carbono!


Para saber mais, acesse:
Carbon: desenvolvedor comercial da solução: http://carbon3d.com/clip-process
Wiki: https://en.wikipedia.org/wiki/Continuous_Liquid_Interface_Production

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