EAD - Criatividade - Aula 2: Gestalt


Beleza não é tudo, mas é 100%. Você já ouviu essa frase antes? Ela é bastante comum, e em geral vem acompanhada de: é a capa que vende o livro, é melhor algo bonito que não serve a algo que é prático e dá vergonha de ser visto na rua (porchete talvez? Bom, essa eu não uso há algum tempo).

O fato é que quanto falamos em criatividade, outro erro muito comum é confundir beleza com inovação com criatividade. E tudo isso são coisas bastante distintas. Não necessariamente dissociadas, isto é, para que seja uma coisa, ela não pode ser a outra. Mas mesmo assim, por vezes podemos ignorar uma boa ideia, só por que ela não está bonita, não parece um produto ou um serviço ainda ou você não acha que alguém pagaria por ela. É aí que entra a Gestalt!

Gestalt, da Wikipedia, significa:

gestalt (guès) (do alemão Gestalt, "forma"), também conhecida como gestaltismo (gues), teoria da formapsicologia da gestaltpsicologia da boa forma e leis da gestalt, é uma doutrina que defende que, para se compreender as partes, é preciso, antes, compreender o todo.[1][2] Refere-se a um processo de dar forma, de configurar "o que é colocado diante dos olhos, exposto ao olhar". A palavra gestalt tem o significado "de uma entidade concreta, individual e característica, que existe como algo destacado e que tem uma forma ou configuração como um de seus atributos".[3]

No inglês 101 - one ou one - nome dado aos cursos de admição de todas as formações superiores nos Estados Unidos, também utilizado no jargão das ruas como "B-A-BA ou "qualquer-coisa-for-dummies", onde dummies significa "tonto, novato, inexperiente". Para podermos compreender melhor o que o termo significa, devemos fazer um curso de Gestalt 101.


A Gestalt nasceu como um daqueles testes de desenhos com múltiplas interpretações, como um teste Rorscharch, o famoso teste "borrão de tinta", não o herói de Watchman, ou aqueles desenhos que se olhados por diferente ângulos escondem outras figuras. A explicação é simples: pessoas tendem a achar em formas abstratas, seja o teste ou seja nas nuvens, aquilo que estão consciente ou inconsciente mais ligadas. Daí o teste revelar fobias, temores e segredos, no melhor estilo da velha série The Mentalist, e daí a importância das empresas em mapearem e eliminarem imagens, produtos ou nomes que não peguem bem na sociedade, ou melhor, numa sociedade. Pois locais diferentes têm diferentes culturas e valores. Vá ver se o McDonalds da Índia serve carne de vaca, que por lá é considerada um animal sagrado.

Você também acha Gestalt nos filmes. Você acha que um computador parcialmente quebrado, com pequenos defeitos e trincas, é algo com sex-appel, sexy, para os consumidores? Pois então por que todos os heróis que são "hackers raíz" só usam essas máquinas? Eles nunca aparecem com o último gadget, mas sim com algo que parece que foi construído para eles e por eles! Será que o publico se interessa por isso? Já ouviu falar em "concurso de casemods"? Pois vá ver! Tem uns computadores bonitões, mas em geral, quanto menos parecer algo feito em série e bonitinho, melhor!

A lógica reversa se aplica aos empresários de sucesso nos filmes: sempre alinhados nas roupas, com o último modelo de computador que até parece que acaba de sair da caixa, e com um celular e carro para combinarem. Você imagina o presidente da Volkswagen com um casemod na mesa dele? E um filme de Hackers com todos comprando seus MacBooks Pró e usando protetor de silicone para teclados? Você não imagina por que já associou isso, essas marcas e qualidades ao público/contexto nos filmes com sua realidade.

Trocando em miúdos, não desista de sua ideia por que ela não te parece pronta. Veja como seu público gosta dela, antes de avaliar desistir ou continuar. Talvez, com duas aparências distintas, um produto ou serviço possa servir para mais de um público até mesmo. Mas acima de tudo, entenda que esses valores podem mudar, entre gerações, entre nichos, entre rendas, e que seu olhar está condicionado ao seu ponto de vista apenas.

Compreender o que esperar de fato do seu produto ou serviço, alinhado com seu público alvo, é o segundo passo para sua jornada para a criatividade!


Link para a Aula 1: Deixar de ser um voyeur!

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