Enquanto reviso minha apresentação do workshop de hoje mesmo, na LWT Sistemas, sobre impressão 3D, é impossível não pensar em como chegamos ao futuro que há cinco anos eu venho alardeando.

Hoje temos impressoras 3D chamadas de Infinity Build, uma união da Stratasys, Kuka, Ford e AirBus para produzirem uma impressora de comprimento infinito de impressão. Já foi impressa nela o charuto interno de um avião, com 8 metros de comprimento!

A Daihatsu já produz carros com acessórios impressos em paralelo à montagem do veículo na linha, garantindo um carro exclusivo, em matéria de detalhes, a cada comprador. A Opel já produz todas suas ferramentas de linha, como máscaras, localizadores e acessórios de montagem, impressos em 3D, e sua determinação é que cada fábrica faça o mesmo, a GM do Brasil tem 4 máquinas, começaram em 2000, para produção de dispositivos sob demanda. A MAN Caminhões e Ônibus do Brasil já tem sua impressora para linha também.

A Voodoo Manufacturing criou um robô que fica tirando bandejas com peças impressas das impressoras, e coloca bandejas vazias para a impressora continuar a trabalhar 24/7, sem interferência humana, ao menos que a impressora ou o robô quebrem. Agora a Adidas inicia suas vendas no tênis totalmente impressos, por meio da Carbon3D, uma impressora do tipo SLA/SLS, incrível em velocidade e qualidade.

A cada dia mais e mais fábricas rumam para o conceito de lights out, e dentro da Manufatura 4.0, a impressora 3D é o coração dessa revolução, pela velocidade, facilidade, confiabilidade e recursos únicos, e o melhor é que esse futuro já foi ontem. As fábricas autônomas já estão entre nós, Tesla ultrapassou a Ford em valor de mercado e os velhos parâmetros já não servem mais.

Agora fica a pergunta, quando o Brasil vai mudar? Você ainda lembra quando ríamos da China, por esse vídeo abaixo?