4/27/2017



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Para algo de útil essa canetinha tinha que servir...

Posted on quinta-feira, abril 27, 2017 by Emanuel Campos

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Eu confesso, começo a sentir dificuldade em usar coisas novas. Recentemente formatei meu MacBook Air para o GNU/Linux, mas não me adaptei, ainda, ao software GNU/Linux completamente, e com os gêmeos, será difícil dedicar agora, o tempo que desejo. Voltei então o Mac para o MacOS e ele voltou com seu sistema original, MacOS 10.7! E como eu gostei disso! Foi fantástico voltar a ter um sistema operacional que não fica apagando meus arquivos para "deixá-los na nuvem", o que deve funcionar muito bem em outros países, mas aqui não, depois você chega em alguma cidade do interior, e descobre que o vídeo exato que precisa foi "cloudficado".

O MacOS 10.7, Lion, na verdade, tem seus percalços, não roda a última versão do Chrome, e nem o MakerBot Print, o que foi ótimo, me forçou a procurar pelo MakerBot Desktop e achá-lo! Talvez seja essa minha síndrome de lidar com programas novos, mas eu realmente amo (AMO, AMOOOO) o MakerBot Desktop, e é um pena que seus recursos tenham sido tão castrados na nova plataforma. Já falei mil vezes, eu, por mim, teria uma MakerBot 2X, imprime qualquer coisa, e de qualquer jeito.

Pois talvez você tenha também um sistema operacional velho, talvez apenas esteja buscando usar uma versão antiga do MakerBot Desktop, assim, compartilho com vocês o link: https://support.makerbot.com/troubleshooting/makerbot-desktop-software/software-download/download_12190

Posted on quinta-feira, abril 27, 2017 by Emanuel Campos

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4/26/2017


Já falei da M3D aqui no blog quando ela era um projeto de financiamento coletivo ainda. Depois eu tive o prazer de ouvir sobre ela no WTFFF, o melhor podcast sobre impressoras 3D por filamento do mundo, mas que infelizmente, não dizia muitas coisas boas sobre a impressora. Por fim, parece que o pessoal da M3D acertou a mão, e a nova versão do software, bem como a irmã maior da família, a M3D Pró, agora estão bem ajustadas e funcionando muito bem!

As maiores vantagens da M3D são sua capacidade de portabilidade aliada ao incrível silêncio de operação, pouco além de alguns cliques e roncos, e nada, mas nada comparado à MakerBot de primeira geração, que ainda soa parecida ao R2D2 e o BB-8 fazendo amor (sem pudor).



A M3D é bonitinha, cabe fácil apoiada na palma de uma mão, mas sem prejudicar sua capacidade produtiva, ainda que ela tenha uma regra meio maluca, peças grandes devem ser horizontais, ou a área máxima de impressão diminui para peças mais altas.

A máquininha ainda prova que é a companheira ideal para o impressor 3D itinerante ao comportar dentro de seu já parco espaço, embaixo da mesa de impressão, o seu próprio rolo de filamento (de 1,75mm, por sinal). Mas no próprio manual da máquina, a empresa deixa claro que não é contrária ao uso de filamentos terceiros, só cuidado com o tamanho do rolo, muito peso poderá tombar a pobre maquinha.

Agora, silenciosa, barata (299 dólares nova ou 249 dólares usadas recondicionadas) e tão portátil tinha que ter um senão, e nesse caso, é o tempo de impressão. Para se ter uma ideia, a impressão de uma luva para copos, no melhor estilo Starbucks, na MakerBot 5ª geração leva 7 horas. Nessa máquina leva 36 horas potencialmente (embora ela só tenha previsto 27 horas, mas dava sinais que levaria bem mais tempo).

Ela também demanda conexão constante com o computador host, ancorando o usuário a ela durante a impressão, e só se conecta via USB, nada de SD Card ou Pendrive nela. Por outro lado, seu software é elegante e prático de usar, e diferente da própria MakerBot, que removeu o suporte de sua impressora do Linux e deixa uma versão mais restrita para Mac, a PrintM3D tem seu software igual, nas três plataformas: Windows, GNU/Linux e Mac.

Para conhecer mais da impressora: site do fabricante.
Para acessar ao episódio do WTFFF: https://3dstartpoint.com/m3d-printer-review/


Posted on quarta-feira, abril 26, 2017 by Emanuel Campos

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4/25/2017



A Microsoft tem uma comunidade mantida por seus funcionários, pessoas que estão desenvolvendo o Windows e suas ferramentas, chamado Channel 9. Quase 99% desse canal é dedicado à programação, ou melhor, era, pois o crescimento da impressão 3D dentro da Microsoft fez surgir um braço dentro do canal dedicado ao tema.

Atualmente no seus 9° vídeo, os canais demonstram como imprimir utilizando o 3D Builder e uma impressora, no caso, a 3D Systems cubify 3ª geração, e vale a pena conferir o canal, se você consegue entender bem o inglês, as aulas são muito didáticas e muito claras, e vão apresentando, bem devagar, os conceitos da impressão 3D aos leigos.

A melhor coisa que poderia ter ocorrido à Microsoft foi perder o bonde da internet lá nos anos 90, agora, com medo de perder algum novo bonde, a empresa tem investido pesado em todas as tecnologias disruptivas que vão aparecendo, e nós, amantes da impressão 3D, só temos a ganhar com isso! Hoje temos o Paint 3D, 3D Scan, 3D Builder, e amplo suporte da empresa aos Makers.

Confira os vídeos no canal deles, e veja o 3D Builder. Estou pensando em fazer uma video aula sobre o tema, visto que o software tem crescido muito em funcionalidades.

Sabe o que é mais impressionante? Até a Prusa figura entre as máquinas suportadas, e eles distribuem o SDK do produto, para que mais usuários incrementem a ferramenta!

Máquinas suportadas: https://developer.microsoft.com/pt-br/windows/hardware/3d-print/printing-partners

Para baixar o SDK: https://developer.microsoft.com/pt-br/windows/hardware/3d-print/sdk-app-downloads

Assistir os vídeos: https://channel9.msdn.com/Blogs/3D-Printing

Posted on terça-feira, abril 25, 2017 by Emanuel Campos

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4/24/2017


Chamados de voyeurismo quem gosta de admirar outras pessoas fazendo algo. Em geral, é usado com conotação sexual, mas a realidade é que expressão se aplica a qualquer um com esse tipo de gosto. Voyerismo, da wikipida:


A prática do voyeurismo manifesta-se de várias formas, embora uma das características-chave seja a de que o indivíduo não interage com o objeto (por vezes, as pessoas observadas não estão cientes de que estão sendo observadas); em vez disso, observa-o tipicamente a uma relativa distância.

Quando falamos em ser criativos, por vezes convergimos para duas reações simultâneas: achar que isso é coisa de artista e de pessoas com tempo de sobra, e/ou, achar que isso é para pessoas que nasceram com algum tipo de dom. Afinal, em quem você pensa quando falamos em criatividade? (sério, responda mentalmente em quem você pensa, por uns segundos, o primeiro nome que vier à sua mente).

Se você for do campo de exatas ou amar a tecnologia, pode pensar em Steve Jobs, Bill Gates, Elon Musk ou Stephen Hawkin. Se for do esporte, talvez seus ídolos sejam Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo ou o goleiro Cássio (só provocando com esse último, todos sabemos que não há outro goleiro como foi o Ronaldo e os impedidos). Talvez você goste de administração e pense em Peter Drucker, Trump, João Dória ou Roberto Justus. É do campo da publicidade? Washington Olivetto.

O fato é que, não importa o seu campo, sempre haverá aqueles para ter uma admiração voyeurista, e está tudo bem, mas esse sentimento não pode congelar você de atingir aquilo que você deseja. Não pode te impedir de tentar.

Eu amo desenhar. E passo horas desenhando. Por vezes até acho que algum desenho ficou bom, mas basta abrir qualquer revista em quadrinhos para eu desistir. Mas sabe o que? Eu não desisto, pois enquanto eu tento algumas poucas horas ao mês, as pessoas que fazem aqueles quadrinhos gastam oito horas ao dia, pelo menos!

O mesmo vale para todos aqueles que admiramos. Quem já tentou construir seu próprio sistema operacional? Eu já tentei. E nunca mostrei para ninguém, pois quem vai querer olhar para aquilo que estou criando, quando o Windows, Mac e Linux estão tão prontos? Mas esse é justamente o ponto: tudo aquilo que admiramos, e comparamos nossos primeiros resultados, é uma comparação injusta. Estamos comparando poucas horas de tentativas individuais, contra horas monumentais de um grupo focado em tempo integral.

Também tem o fato dos nossos ídolos por vezes pegarem um atalho. Bill Gates criou seu sistema operacional a imagem e perfeição do MacOS, que por sua vez, Steve Jobs o comprou da XEROX. Que por sua vez, tudo que ele fez foi baseado em um hardware criado por Stephen Wozniak, que aprendeu o que sabia enquanto trabalhava na HP e frequentava o clube de amantes amadores de computadores, o Computers Homebrew Club.

Quer aprender com alguém pouco a sua frente? Quer praticar sem vergonha de que os outros estão te vendo? Pois então comece! E não tente mudar o mundo ou revolucioná-lo de uma só vez, do dia para a noite. Até mesmo as descobertas assim, do dia para noite, por vezes, não dão tão certo assim: quem inventou o microondas estava refinando um radar, ele se deu relativamente bem, melhor que Marie Currie, que descobriu a radiação X, mas demorou tempo demais para perceber seus efeitos.

Seth Godin criou um termo que se tornou mote na minha vida: Soft-Innovation (na verdade, Vaca Roxa, mas vá ler o livro dele para entender). Não revolucione o mundo, melhore-o aos poucos. Provavelmente você até já tem feito isso. Você já solucionou um problemão às 16 horas uma sexta feira que salvou você, ou sua família, ou seus colegas de trabalho e você, de passarem um final de semana trabalhando, ou muito mais. Só não teve tempo, vontade, ou fé, de escrever sobre isso para demonstrar o que encontrou. Seja por que você tinha um happy-hour depois do trabalho, ou faculdade, ou dois filhos gêmeos para voltar para casa que consumiam seu tempo e disposição, quando finalmente dormiam. Ou por que você não deu valor ao que fez, ou foi convencido que "não foi nada demais".

Haja o que houver, acredite em você mesmo, marque para você, num caderno ou num blogge privado, o que descobrir, e quem sabe um dia, você não encontra em suas próprias notas, um padrão que pode ser solucionado por algum produto ou serviço, que você vai ofertar?

Se há uma primeira lição a ser deixada sobre criatividade, ela é, acredite em você mesmo, mas não tente mudar o mundo num só dia. Vá amadurecendo suas ideias, e vá guardando-as para você, pois um dia, você pode criar coragem de publica-las. Só para encerrar, Darwin não queria publicar sua teoria da evolução do mais hápto, por não se achar graduado ou bastante ou suas conclusão não serem relevantes o bastante, mas no entanto, com um bom empurrão do seu irmão, ele conseguiu seguir em frente, e revolucionar o mundo (apos rodar o mundo), com sua teoria hoje chamada de Evolucionismo ou Darwinismo.

Mude o mundo, um problema pequeno de cada vez.

Posted on segunda-feira, abril 24, 2017 by Emanuel Campos

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Sempre costumei falar que existem mais formas além da prototipagem rápida, uma delas é o Digital Mockup, o protótipo virtual, obtido através da simulação de softwares CAE (Engenharia Auxiliada por Computador), e a outra é através do artesão, o que eu chamo de prototipagem convencional, ou de forma mais humorística (já que tento fazer de minhas palestras um stand up de tecnologia), prototipagem lenta.

As principais vantagens da prototipagem convencional são: baixo custo de investimento inicial; contrato Fulano, ele(a) faz o que eu quero, mando Fulano(a) embora. Outra vantagem, logo, é o baixo custo de ativos, depreciação e amortização em balanço da empresa, estas coisas. Agora, a principal desvantagem da prototipagem convencional vem marcada por palavras bonitas: não existe repetibilidade na obra inerente ao engenho humano, ou em bom francês, não dá para fazer esta b*@sta duas vezes igual.

Em geral, se o seu mercado não requer repetibilidade, esse nem sequer é um problema, e um bom exemplo disso é o mercado de Cosplay, concursos de fantasias baseadas em obras da cultura pop do cinema, video-game, seriados e desenhos animados, orientais ou ocidentais, que mais cresce no mundo.

Para esse mercado, a caneta 3D também cai como uma luva! Afinal, reparar, unir, produzir detalhes, meramente baseados em talentos artísticos e, em geral, formas completamente orgânicas, melhor nem perder tempo desenhando no CAD, para então imprimir, para então ver que não é o que você queria. Desenhe, modifique, corte com um estilete, com uma tesoura, apare arestas, e pronto.

É o que a cosplayer (pessoa que participa desses concursos) Gina B está fazendo. É ela na foto aí de cima! Com mais de 37000 likes em seu instagram, suas criações são inevitavelmente muito populares, pela complexidade, beleza e fidelidade de suas produções.

Uma publicação compartilhada por @ginabcosplay em
Olhando o Instagram da moça é até difícil acreditar que seja ela própria em todas as fotos, tamanha sua habilidade em sumir dentro dos personagens, e tudo isso, claro, com uma ajuda da caneta 3D do seu coração....

Matéria original do site da 3Doodler: http://upwards.the3doodler.com/fan-creations-cosplaying-3doodler/

Posted on segunda-feira, abril 24, 2017 by Emanuel Campos

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4/21/2017


Como alguns devem saber a esta altura, estou deixando o país, estou indo para uma cidade minúscula no litoral argentino. O que não significa de forma alguma que eu vá parar com a impressão 3D ou com o blog, ao contrário, meu incentivo ao Inside 3D Printing nunca foi tão grande, e minhas pesquisas no setor nunca tiveram tanta dedicação.

Neste exato momento, embriagado de muitas palestras do Richard Stallman, estou buscando e analisando softwares de impressão 3D para linux, estudando software CAD com a mesma plataforma, e criando meu setup móvel de impressão 3D.

Nesse momento tenho a 3Doodler, uma dremel, duas folhas de Kapton, para operar o ABS, e quem já viu meus workshops, sabe da importância do meu canivete! Mas estou no processo de aquisição de uma M3D, micro impressora 3D, para meus workshops e cursos itinerantes! É lenta, é pouco precisa, mas neste exato momento, é tudo que eu preciso! :D



Posted on sexta-feira, abril 21, 2017 by Emanuel Campos

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4/20/2017


Saiu já na terça feira, mas só pude ver os updates agora. Eu falo para todos que eu conheço, mesmo que você não tenha uma máquina da Stratasys, faça o download do GrabCAD Print. Primeiro, por que ele é fácil de usar e está ganhando novos recursos a cada dia.

Segundo motivo para fazer o download do GrabCAD Print é que no mínimo, ele já é um visualizador de arquivos grátis, a nova versão suporta 22 formatos de arquivos diretos (contando versões do mesmo arquivo, são 37 arquivos que ele já abre!

O terceiro motivo, é que ele está cada vez mais próximo de ser um software para todas as máquinas de impressão 3D governar! Ele já todas as novas máquinas FDM, menos a Mojo, e também a J750 da linha Objet, e se pararmos para pensar, ele é o coração do MakerBot Print, que é igual, só que com outra pintura, então, ao utilizar o MakerBot Print, você também estará usando o GrabCAD e já sabe como utilizá-lo!

Infelizmente, diferente do MakerBot Print, o GrabCAD continua existindo penas para a versão PC, acredito que devido a acordos com a comunidade CAD com relação ao uso de suas extensões, o que é uma pena.

Posted on quinta-feira, abril 20, 2017 by Emanuel Campos

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4/17/2017

Posted on segunda-feira, abril 17, 2017 by Emanuel Campos

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Eu sei, eu sei, esta não é a aula 1 do nosso conteúdo freemium do curso de criatividade, mas é uma ferramenta muito boa para isso, a caneta 3D é uma coisa fantástica, uma ferramenta de criação e desenvolvimento que pode te ajudar muito no processo de ser criativo, isto é, de criar!

Espero que apreciem esse review, e na próxima segunda, sem falta, a aula 1 do nosso curso para criatividade!


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Posted on segunda-feira, abril 17, 2017 by Emanuel Campos

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Rolou no sábado, ainda tímido em matéria de público, mas primeiros encontros são assim mesmo, o importante: palestras cheias,  uma comunidade que ficou com vontade de já fazer o próximo encontro, talvez, fora de um feriado prolongado, embora abril e começo de maio seja realmente difícil de se conseguir isso!

Parabéns aos organizadores e à excelente cobertura do grupo Beta3D que cobriu o evento inteirinho, e um menção ao Guilherme Rocha, pelo empenho e paixão que tocou tudo! Para ver a cobertura na TV Vanguarda, acesse: http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/jornal-vanguarda/videos/t/edicoes/v/encontro-em-sao-jose-discute-possibilidades-de-usa-das-impressoras-3d/5805120/

Ou clique no link abaixo:

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Posted on segunda-feira, abril 17, 2017 by Emanuel Campos

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4/13/2017


Enquanto reviso minha apresentação do workshop de hoje mesmo, na LWT Sistemas, sobre impressão 3D, é impossível não pensar em como chegamos ao futuro que há cinco anos eu venho alardeando.

Hoje temos impressoras 3D chamadas de Infinity Build, uma união da Stratasys, Kuka, Ford e AirBus para produzirem uma impressora de comprimento infinito de impressão. Já foi impressa nela o charuto interno de um avião, com 8 metros de comprimento!

A Daihatsu já produz carros com acessórios impressos em paralelo à montagem do veículo na linha, garantindo um carro exclusivo, em matéria de detalhes, a cada comprador. A Opel já produz todas suas ferramentas de linha, como máscaras, localizadores e acessórios de montagem, impressos em 3D, e sua determinação é que cada fábrica faça o mesmo, a GM do Brasil tem 4 máquinas, começaram em 2000, para produção de dispositivos sob demanda. A MAN Caminhões e Ônibus do Brasil já tem sua impressora para linha também.

A Voodoo Manufacturing criou um robô que fica tirando bandejas com peças impressas das impressoras, e coloca bandejas vazias para a impressora continuar a trabalhar 24/7, sem interferência humana, ao menos que a impressora ou o robô quebrem. Agora a Adidas inicia suas vendas no tênis totalmente impressos, por meio da Carbon3D, uma impressora do tipo SLA/SLS, incrível em velocidade e qualidade.

A cada dia mais e mais fábricas rumam para o conceito de lights out, e dentro da Manufatura 4.0, a impressora 3D é o coração dessa revolução, pela velocidade, facilidade, confiabilidade e recursos únicos, e o melhor é que esse futuro já foi ontem. As fábricas autônomas já estão entre nós, Tesla ultrapassou a Ford em valor de mercado e os velhos parâmetros já não servem mais.

Agora fica a pergunta, quando o Brasil vai mudar? Você ainda lembra quando ríamos da China, por esse vídeo abaixo?

Posted on quinta-feira, abril 13, 2017 by Emanuel Campos

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4/12/2017

 Clique para saber mais

A Inside 3D Printing (http://inside3dprintingbrasil.com.br/)se aproxima a passos largos, a maior feira do mundo, que terá sua quarta edição em nosso país, será dias 5 e 6 de junho, no Expo Frei Caneca, mas se sua ansiedade estiver alto, há diversas feiras e eventos se aproximando para te manter ocupado!

Dia 12/04 - IoT:

Amanhã na Microsoft Brasil, na Avenida Berrini em São Paulo capital acontece o evento sobre Internet das Coisas (vulgarmente conhecido como IoT), e infelizmente as inscrições já se encerraram, mas se você tem boa fluidez no inglês, você vai gostar de assistir essa palestra do Bryan Lunduke sobre como a Internet das Coisas vai nos destruir. (20 minutos, em inglês):


Dia 13/04: Workshop de impressão 3D na LWT Sistemas:

Dia 13 eu conduzo o já tradicional workshop de impressoras 3D na LWT Sistemas, e se você quiser ir, corra garantir sua vaga, pois já me avisaram que vai estar lotado! https://www.meetup.com/pt-BR/Mobile-Brasil/events/238859493/?eventId=238859493

Dia 15/04 - 1o encontro Impressora 3D SJC

No sábado dia 15 temos o 1o encontro sobre impressoras 3D de São José dos Campos, na ETEP, veja o post do evento abaixo, ou acesse o link: https://www.meetup.com/pt-BR/Mobile-Brasil/events/238859493/?eventId=238859493


Dias 17 a 19 de abril: Amostra de impressoras 3D na Facens, Sorocaba



Em Sorocaba, Ronaldo Roledo, CEO da FlexBras Impressoras 3D estará expondo suas tecnologias na Faculdade de Engenharia de Sorocaba - a FACENS. Inscrições: https://www.meetup.com/pt-BR/Mobile-Brasil/events/238859493/?eventId=238859493

1o de Maio - 2o Expo3Dbr


Mais uma vez, num primeiro de Maio, a Expo 3D Br acontecerá em Hortolândia, e você pode se inscrever aqui: https://www.sympla.com.br/expo3dbr---abc__116653

Dia 25/05 - Curso Impressoras 3D Fundamentos, na LWT Sistemas


Se além de ver, você também quer mexer, imprimir, e aprender tudo sobre softwares de fatiamento, formato STL, melhores práticas e um resumo de todas as tecnologias comerciais de impressão 3D, venha fazer seu curso com a LWT Sistemas, aula teórica e 5 impressoras 3D para brincar: Fortus 250mc, Objet 30 Pro, MakerBot Mini, MakerBot 2X e MakerBot 5a geração! http://www.lwtsistemas.com.br/curso-impressoras-3d-fundamentos/

E claro, 5 e 6 de junho, Inside 3d Printing Brasil! Venha participar!



Posted on quarta-feira, abril 12, 2017 by Emanuel Campos

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4/11/2017

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Autodraw não faz 3D, mas se combinar ele com o MakerBot PrintShop para iPad, da para cazer umas coisas bem maneiras.

Posted on terça-feira, abril 11, 2017 by Emanuel Campos

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Recentemente tive a experiência da minha vida, dar aula para crianças, e aula sobre impressoras 3D! Crianças da quinta à oitava série, de um colégio católico da região do início da avenida Paulista. E foi incrível! Foi até melhor que em algumas faculdades a participação das crianças e o interesse e participação.

Agora, falar de impressoras 3D para crianças é fácil. Elas até já sabem para que serve. Na minha palestra, acabei apelando para o Minecraft, febre entre essa idade por amostragem de 100% dos meus sobrinhos, e falei de sites que exportam o skin do seu avatar do Minecraft para impressoras 3D (o STL vem até com cores!), também dá para exportar castelos e suas construções em 3D para uma impressora 3D.

Dentro do Minecraft dá ainda para programar, e um maluco com muito tempo livre fez uma impressora 3D dentro do jogo, para ser usada pelos personagens!

Em geral, a geração atual já chega a escola sabendo CAD (desenho no Minecraft), programação (no Minecraft e até impressora 3D e que já sabem para que serve, produzir rapidamente algo que eles precisam!

O difícil é convencer professores e instrutores da importância dessa tecnologia na sala de aula. Em geral a palestra acaba sendo para eles verem o quanto as crianças já sabem.

Como regra geral, a impressora 3d pode ser usada para criação de maquetes, para exercícios de resistência dos materiais, para brincar de arqueologia e estudar a história no processo, imprimindo seus próprios dinossauros (ossos), enterrando-os e depois "descobrindo-os". Pode-se aprender resistência dos materiais e estruturas geométricas e diferentes propriedades destas formas, fazendo-as em 3D com diferentes construções. Pode-se tudo, menos não usá-las...

Posted on terça-feira, abril 11, 2017 by Emanuel Campos

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4/10/2017

 clique para ver a matéria

E nao último sábado à noite o Jornal Nacional dedicou alguns instantes para falar de impressoras 3D, mais particularmente de suas aplicações em um hospital do Rio de Janeiro. Para ver a matéria completa acesse: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/04/medicos-usam-impressao-3d-para-planejar-cirurgias-em-hospital-no-rio.html, ou clique na imagem.

Por vezes buscamos vender para hospitais impressoras 3D de última geração, com materiais coloridos, flexíveis, bio-compatíveis, e nos esquecemos que, às vezes, o ótimo é inimigo do bom. Com o alto preço das impressoras ótimas, esses investimentos são por vezes deixados de lado, para o próximo ano, para o próximo ano, e assim por diante.


Através dessa reportagem pudemos ver que às vezes, mesmo uma das mais simples impressoras já é algo impressionante.

Apenas para sumarizar, os usos da impressora 3D em hospitais são imensos, em geral, ficam destinados ao departamento de imagem da própria instituição, pois lá estão gerados os arquivos que irão alimentar a impressora!
Quais arquivos? Graças a um software de desenvolvimento coordenado pelo CTI Renato Ascher, o software Invesalius, hoje podemos converter exames de imagem, do tipo radiografia 3D, Ultrassonografia e ressonância eletromagnética, em arquivos STL para impressão 3D. Esse software, compatível com PC, Mac e Linux, grátis, acabou se tornando um dos padrões internacionais em medicina para tratamento médico e impressão 3D. Para conhecer mas desse software, acesse: http://www.cti.gov.br/invesalius

Uma vez obtido os "arquivos dos pacientes", o que se pode fazer?

A impressão 3D passa a auxiliar em diversas etapas de diversos tratamentos. Para começar, através de um osso, ou má formação impressa, pode-se transmitir exatamente para o paciente o que ele está passando.

Através destas mesmas impressões, podemos desenvolver e planejar ensaios cirúrgicos, descobrir a necessidade de algum instrumento especial, e já produzi-lo também, imaginar guias de furação, localizadores, e já tê-los à mão ou fazê-los sob encomenda.

Se há necessidade de próteses ou órteses, estas podem ser desenvolvidas sob demanda ao indivíduo e já nos materiais corretos, até mesmo bio-compatíveis.

Claro que impressoras mais caras pode ajudar mais, afinal, elas podem reproduzir artérias, músculos, nervos e até mesmo a textura da pele humana. Mas começar, às vezes, já é mais que suficiente! Lembrando que impressoras FFF ou Open-Source, como a MakerBot 2 e 2X, ainda podem ser adaptadas para aplicações e materiais especiais, excedendo o escopo original do projeto:



Posted on segunda-feira, abril 10, 2017 by Emanuel Campos

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Vamos iniciar um ciclo semanal de atividades para desenvolvimento da criatividade de forma acadêmica, com exercícios e atividades que você pode colocar em prática no dia a dia, e com extenso embasamento teórico.

Aula 1: Conceitos de Design e Gestalt, exemplos de produtos
Aula 2: Massificação, Lights-Off, Super segmentação e Mercados de nichos
Aula 3: Eureka, Toque na Cuca, Brainstorm, writestorm - Exercícios
Aula 4: Pensamento lateral, Análise morfológica, MESCRAI - Exercícios
Aula 5: Gestão do Tempo, Encontrando seu tempo criativo, entendendo seu processo de associação
Aula 6: O que é Arduino, Raspberry e o que você tem à ver com isso
Aula 7: Softwares além do CAD: PDM, Gestão de Projetos, MathLab
Aula 8: Criando uma marca - o que é marca, o que é logo, o que é logotipo

Reforçando que ter a impressora 3D é uma parte do processo, enquanto outra parte do processo é desenvolver produtos através dela, por intermédio de diferentes designs, por intermédio de diferentes ferramentas e implementações, como arduino, raspberry ou tantas outras!

Sente-se, e fique à vontade para fazer perguntas. É toda segunda feira, exclusivamente no blog: http://www.impresso3d.com.br

Seja um apoiador deste projeto! 

Posted on segunda-feira, abril 10, 2017 by Emanuel Campos

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4/07/2017


João Roberto Gândara há mais de 20 nos está no mercado da tecnologia, criador do Podcast Papotech com Vinícius Lobo e Beatriz Kunze, a Bia - Garota sem fio, e há dois meses se envolveu também com impressor 3D.

Nos últimos episódios ele já vinha dando sinais que gostaria de ter uma, mas não conseguia pensar em utilidades. Como esse episódio ele dá um B-A-BA de tudo que ele aprendeu, e de tudo que ele aplicou da impressora 3D, desde itens regulares de casa, a itens do seu trabalho, o desenvolvimento de sistemas embedados para gerenciamento de hardware.

Recomendo muito!

Posted on sexta-feira, abril 07, 2017 by Emanuel Campos

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Para quem quer produzir peças em uma máquina com um só cabeçote não é nenhum fim do mundo. Existem características nos plásticos mais comuns, PKA e ABS, que auxiliam a usar menos material de suporte, e assim, facilitar a impressão.

A primeira característica é o chamado ângulo de alto sustentação, ou o quanto que uma peça pode crescer para os lados, antes de se tornar insustentável ou se derrubar.


A segunda característica é a chamada Bridging, pontes, ou o quanto um seguimento plano de material pode ser depositado entre duas torres, sem precisar de suporte. A foto acima demonstra as duas características, na ponta da corrente temos o ângulo de alto sustentação e entre as pontas dos elos, temos o segmento em bridging.

Diferente materiais terão diferentes ângulos de alto sustenção. O PLA, por exemplo, consegue atingir até um ângulo de 68º, enquanto o ABS chega a até 45º, como comparação para uso da memória, o PLA faz um copo de martini, o ABS faz um copo de requeijão. Existe no thingiver um gabarito de curvas de alto sustentação:


Para Briding o comprimento máximo também varia de acordo com o material. Como regra geral, PLA chega a dois centímetros e ABS a um centímetro.


Claro que essas regras variam de acordo se a máquina tem mesa aquecida e ambiente de impressão fechado. Ironicamente, mesa aquecida e câmara aquecida diminuem os ângulos de sustenção e bridging, por que isso afeta o resfriamento da peça, logo, o tempo de cura e endurecimento é afetado, fazendo com que os ˆngulos sejam menores, pois o material leva mais tempo para secar.

Agora, ter um cabeçote só não significa que você não possa usar suporte solúvel, conforme falamos ontem, suportes solúveis permitem que você crie peças articuladas complexas, mas com um cabeçote só, para que serve?

Existe um aplicação chamada Soluble core, a criação de peças solúveis para serem recobertas com Fibra de Carbono, Fibra de Vidro, Resinas, e demais materiais indiretos, que posteriormente pode-se dissolver o interior da peça, que é solúvel, e assim obter uma peça indireta.

Vamos dizer que você é de uma equipe da Fórmula SAE, ou do Baja SAE, ou até mesmo de uma grande equipe, e você precisa de um novo duto de refrigeração do disco de freio, feito em fibra de carbono, pela leveza, resistência ao calor e resistência mecânica,

Pois você pode imprimir o negativo em material solúvel, lixar para evitar transferência das camadas como rugosidades na nova peça, levar ao forno para cura da fibra e lavar o núcleo solúvel!


Lembrando que o HIPS e o PVA podem ser levados ao forno de cura da fibra de carbono em temperaturas de até 90ºC.


Posted on sexta-feira, abril 07, 2017 by Emanuel Campos

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4/06/2017



De uma discussão hoje no Facebook, surgiu o tema do suporte solúvel. Acontece que a famigerada chave inglesa acima não estava saindo com movimento da máquina de alguém, e o pessoal queria saber como fazer.

Pois bem, se sua máquina só tiver um cabeçote, não tem outro jeito alem das boas práticas: achar uma posição que tire máximo proveito de conceitos como Bridging e ângulo de alto sustenção. São conceitos que permite produzir peça já com movimento sem usar suporte, ou com suporte mínimo e fácil de retirar. Alias, esse é outro jeitos de produzir essa peça: desenhar os suporte manualmente, para que seja fácil remove-los depois da impressão.

Agora, se sua impressora 3D tiver dois cabeçotes, como uma MakerBot 2X, você pode usar um bico para produzir sua peça, em ABS, por exemplo, e o segundo, para produtir o suporte apenas, e ainda melhor, que ele seja solúvel. Para FFF há dois tipos de suporte solúvel, um caro e prático e um mais barato e menos prático.
wrench impressa em uma Connex500

As impressoras Stratasys profissionais, por exemplo, como a Fortus e uPrint, utilizam um material chamado SR30 ou P400-SR, que é "uma blenda orgânica solúvel em água", ou vulgarmente conhecido como PVA: um material que se dissolve em água à 60ºC, ainda melhor se tiver agitador e um detergente, como os de cozinha. O problema do PVA é que ele é um pouco caro, mas a vantagem é que o suporte pode ser removido em até 4 horas, em condições ideais (temperatura, detergente, água não saturada). Aliás, o PVA, assim como o açucar, satura água na proporção de um terço. Ou seja, em 1 Litro de limpeza, pode-se dissolver 333 gramas de PVA.

A segunda solução é a que foi adotada pela MakerBot, utilizar um material solúvel em limoneno, uma substância cítrica que não requer temperatura envolvido, e foi adotada pela MakerBot por isso mesmo, pois é uma coisa à menos para crianças se machucarem: não envolve nem temperatura, nem agitadores. Esse material é o HIPS, que nada têm à ver com a Shakira (hips don't lie), mas sim é a sigla para Polliestileno de alto impacto. Ele custa o mesmo que o ABS em geral, mas leva até 24 horas para ser dissolvido em Limoneno.

Agora, também dá para usar máquinas de um cabeçote só para produzir peça em PVA ou HIPS. Você sabe para que? Confira amanhã.

E você sabe como produzi essa chave com impressoras 3D de um cabeçote só, em ABS?


Posted on quinta-feira, abril 06, 2017 by Emanuel Campos

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4/05/2017

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No dia 13 de abril a LWT Sistemas realiza seu já tradicional workshop de impressão 3D, ou como eu gostava de chamá-lo, Printing Day, um ótimo nome, tirando que ninguém procura por ele no google...

O evento abordará o momento mercadológico em que vivemos, as tecnologias de impressão 3D comerciais, buscando ser bastante isento sobre os prós e contras de cada uma delas, e uma abordagem aprofundada sobre os equipamentos da Stratasys e MakerBot.

Por fim, depois de um curto break, o grupo retorna do showroom equipado com uma Fortus250mc, uma Objet30 Pro e três MakerBots (2X, Mini e 5a geração) para uma abordagem de aplicações da impressão 3D na indústria, no comércio, em makerting, em medicina e um exercício de futurologia.

Venha participar: o link de inscrição é: http://www.lwtsistemas.com.br/workshop-de-impressao-3d/

BTW: Também estarei na FATEC-SP na próxima quinta feira, às 19 horas, na aula do Professor Adilson Campos (o sobrenome não é coincidência), então, como lá é uma faculdade pública, querendo, apareçam!

Posted on quarta-feira, abril 05, 2017 by Emanuel Campos

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4/04/2017


Cazuza uma vez escreveu: "eu vejo um museu de grandes novidades, eu vejo o futuro repetir o passado, o tempo não para".

Visitar a Feiplastic de 2017 foi visitar qualquer feira de 1999 para cá. Vários fabricantes de moldes. Vários fabricantes de polímeros. Alguns vendendo vinil para gráfica. Absolutamente nada de novo numa feira com pouco brilhantismo, e gente, em seu primeiro dia. Literalmente, eram mais expositores que visitantes.

Havia uma palestra de abertura ocorrendo, não divulgada em lugar algum, e que nem o Host sabia quem era.

O único farol de futuro nessa feira, ou melhor, os únicos, eram a Stratasys Direct, com sua série de materiais exibidos, e suas tecnologias possíveis, FDM, PolyJet, SLS e 3DP, que podem até mesmo, produzir moldes impressos para injeção plástica! Algo que já falamos aqui ontem.

A outra empresa que visitei e que de fato, demonstrava uma tecnologia incrível, foi a Faro, com seu sistema de scanner 3D, capaz de captar 500x500x500mm com um sensor, ou volumes muito maiores, com um conjunto de sensores atuando juntos. Tão rápidos que podem ser usados como sistemas de visão e controle em linhas de produção.

No mais, esperemos que a Plastishow seja maior...

Posted on terça-feira, abril 04, 2017 by Emanuel Campos

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 Para que não digam que nunca falei de manufatura subtrativa, este vídeo é mesmo lindo...

Posted on terça-feira, abril 04, 2017 by Emanuel Campos

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4/03/2017


Uma breve cobertura do Arduino Day 2017, evento promovido pela secretaria de ciência e tecnologia de São Paulo, em parceria com os 17 FabLabs da cidade de São Paulo, para disseminar a cultura e os usos do Arduino. 

Em nossa página no Facebook você confere na íntegra as entrevistas com as Arduladies São Paulo e com o Gerson do Vila Makers. Acesse: http://www.facebook.com/impresso3dbr

Posted on segunda-feira, abril 03, 2017 by Emanuel Campos

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Manufatura subtrativa: para produzir um produto qualquer, uma máquina é programada para usinar, subtrair de um bloco, nosso produto final, e ela é capaz de produzir milhares de milhões de vezes o mesmo produto sempre, com eventuais paradas para afiar uma ferramenta ou calibrar algo, mas em termos gerais, os chamados CNC’s (Comandos Numéricos Computadorizados), são equipamentos impressionantes em produzir formas complexas com velocidade e precisão.

Agora, estas máquinas tem dois pequenos inconvenientes: são obscenamente caras, e demoram um pouco para programá-las, afinal, não basta informar a instrução de movimento da ferramenta de corte ou dobra ou furo, o que seja, mas deve-se dizer onde esta ferramenta está no magazine, qual o tamanho da peça, como o bloco de onde sairá a peça ficará preso (para não usinarmos os fixadores do bloco por acidente, acreditem em mim, acontece). Trocando em miúdos, há todo um setup, uma preparação da máquina, para suas operações repetitivas ocorram depois, da melhor forma possível, e como mencionei, são máquinas caras. E os softwares que fazem essas simulações e programação, são ainda mais caros!

Mesmo peças plásticas, como as capinhas de celular, precisam ser injetadas, isto é, uma massa plástica aquecida é soprada com pressão em molde metálico, fechado com mais pressão ainda, para que quando o plástico esfriar, ele assuma a forma desse molde. Esses moldes custam em geral 15.000 a 500.000 reais, dependendo da precisão, se há gemotrias complexas ou não e qual a duração estimada do molde, por número de peças feitas, para definir quão nobre será o materal do molde, e quão preciso tem que ser o CNC para produzir esse molde.

Novamente falando da capinha de celular, um molde desses, para produzir 100.000 peças, pode custar uns 30.000 reais, o que dá um custo baixo por capinha, três reais só em deprecição do molde (ainda que se pagar o designer da capinha, o programador que usinou o molde no CNC, a matéria prima plástica que vai virar capinha de celular, lucros, impostos e uma logística maluca para distribuir essas capinhas da fábrica à todos os quisoques de capinhas de celular conhecidas pelo homem. (https://www.youtube.com/watch?v=ocafbexzbCU)

Agora, e se você não quiser fazer 100.000 capinhas iguais, mas sim, uma? Ou duas, ou dez? É onde a impressora 3D passou a brilhar, por ocupar um lugar que não havia meios produtivos para se fazer. Uma peça única, um artesão faz, cem mil, um milhão de peças, um CNC faz, mas 100? Só por intermédio da impressora 3D é que se tornou possível. E o melhor, quanto mais personalizado e único for ítem, melhor! (https://www.youtube.com/watch?v=bBsys2ReKHM) ou (https://www.youtube.com/watch?v=67cev_zcXJw recomendo velocidade x2).

Proporcionalmente, uma capinha de celular impressa será muito mais cara que uma injeta, sempre. Podemos dizer que ela custaria 30, e não 3 dinheiros, como a injetada. Mas o custo para produzí-la e o número de intermediários entre a capinha e o cliente, é infinitamente menor também. Se o cliente for você mesmo então? Há zero pessoas ganhando dinheiro através da sua aquisição (bom, verdade seja dita, o fabricante da impressora 3D e o fornecedor de matéria prima ganharam dinheiro).

Posted on segunda-feira, abril 03, 2017 by Emanuel Campos

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