Chegamos a uma era, a era da manufatura 4.0 onde as indústrias atingiram seu nirvana pessoal, a possibilidade de terem suas empresas completamente lights-out, fábricas que de tão automatizadas, nem precisam de luz acesa, pois não há um ser humano lá que precise de luz.

A coleta de dados para o desenvolvimento dos produtos já é dada pelos usuários, seus hábitos e gostos que vem na forma de fotos do instagram a dados de wearables, smartwatches, fitbit, nike+. O desenvolvimento dos produtos é guiado por inteligências artificiais capazes de consolidar dados que não estão consolidados, inteligências como o Watson da IBM. Processos cada vez mais interligados que unem o desenho CAD com a cadeia de fornecedores, e com a automação dos processos, CAM, CNC, programação online/offline de robôs. E isso não se restringe a indústria apenas. 

Na agricultura, quem viu o filme interestelar, deve lembrar que o personagem principal comandava uma fazenda de tratores autônomos, só ele, seu sogro e duas crianças. Logo, coorporações poderão utilizar GIS (geographic information systems) e GEO media para controlar, de uma só sala, com uma só pessoa, fazendas ao redor do mundo!

Céus, eunquanto nos decidimos se carros autônomos são seguros, basta chamar um uber para que o computador localize o carro mais próximo de você, e te envie um drone humano, o motorista do carro, para buscá-lo, e já com a melhor rota sugerida em seu celular. Logo, o motorista deve sair de cena, como os carros da Tesla já demonstram.

Por um lado, o cenário é de imenso desespero e pânico, pelos empregos perdidos. Sem dúvida. Você pode se perguntar o quanto da para lamentar a perda desses "empregos": de ficar numa linha de produção barulhenta e contaminada ou assando ao sol a céu aberto numa fazenda, mas o fato é que bons ou ruins, eram trabalhos que pagavam contas.

E qual a contrapartida que esse mundo futurista em que já vivemos nos reserva? A customização em massa ainda nos abre uma oportunidade. Através de softwares cada vez mais simples, mais fáceis de operar, produzir suas ideias em realidade nunca foi tão fácil! As crianças de hoje, jogando Minecraft já aprendem, sem perceber que estão fazendo isso, a programar, desenhar em 3D, produzir num ambiente virtual compartilhado. Atingir objetivos longos através de pequenos milestones. 

Quando somamos o CAD, a programação, a impressora 3D, scanners, Arduíno e Raspberry, juntos com financiamentos coletivos, o que vemos, é um futuro de multinacionais fazendo cada vez mais produtos de comodities, e o seu visinho fazendo aquele acessório personalizado como você sempre sonhou. A Apple faz o iPhone, a comunidade cria as mais variadas capas. 

Nos decladiamos pelos direitos trabalhistas e regras de tercerização, sem nos darmos conta que a era dos empregos estáveis acaba de acabar, e isso é no mundo todo. Na Alemanha celebrava-se o retorno de uma fábrica da china ao país porém ela não gerou nenhum emprego, ela voltou automatizada! Agora é chegada a era do micro empreedimento, e que esse pode sim, se tornar global da noite por dia. Pokemon Go atingiu 100 milhões de usuário em sete dias e produziu em produtos relacionados e acordos de publicidade, o lucro do filme Capitão América - guerra cívil, em menos de três meses! Logo teremos fábricas automatizadas, lights-out, para alugar por hora, para ate der aquela sua demanda num site de financiamento coletivo, que explodiu nas expectativas. Não é um futuro fácil, mas sejamos francos, os futuros nunca parecem fáceis, se só ficarmos vendo-os chegar.