5/25/2017

As mudanças que a indústria vivencia com a chegada das tecnologias e as oportunidades para diversas cadeias produtivas serão discutidas em evento internacional.

A Indústria 4.0 é cada vez mais uma realidade e é vista como um novo conceito de produção proporcionado, principalmente, pela chegada de novas tecnologias que se integram através da internet. Anteriormente, uma linha de produção não era devidamente interligada e as informações geradas eram subtilizadas, já que não havia uma troca rápida de informação sobre os processos. Com a introdução dos conceitos da Indústria 4.0, todo o processo automatizado passa a estar interligado e as informações ficam disponíveis na “nuvem”, podendo ser utilizadas de diversas maneiras, integrando os dados em tempo real que garantirá melhores decisões dos gestores e maior produtividade. Também é possível gerar mais criatividade e competitividade entre os fabricantes.
Para que toda essa inovação se torne eficaz, todo negócio precisa se reinventar. Por exemplo: uma empresa de entregas rápidas de documentos, que antes competia com outra, hoje passa a ter como seu maior concorrente a internet. Ou seja, é necessário repensar o modelo como um todo. As histórias da Kodak, Nokia e Blackberry, que foram até muito pouco tempo empresas líderes, comprovam que é necessário repensar o modelo como um todo.
A impressão 3D é um exemplo de como uma nova tecnologia pode melhorar e mudar o pensamento de gestores na hora de comandarem suas empresas. Hoje, esse tipo de tecnologia pode representar redução de estoque, agilidade em processos e serviços, além de economia e competitividade. No setor automotivo, por exemplo, a chegada da impressão 3D busca diminuir custos de produção, reduzir os estoques imprimindo peças com maior eficiência entre outras vantagens.
Para discutir esse assunto, a Inside 3D Printing - Conference & Expo, maior evento mundial de impressão 3D que será realizado nos dias 5 e 6 de junho, vai trazer Roberto Camanho, engenheiro e supervisor do laboratório de produtividade da ESPM. “Com os dados integrados via ‘nuvem’ e todos os processos interligados, representando fluxo das informações, internas e externas, os modelos, os processos e os tempos dos negócios ganham novos contornos e vai exigir de seus gestores um novo olhar”, diz Camanho. 
Outro ponto que será debatido é como a 4ª Revolução Industrial pode afetar futuramente a vida das pessoas. “Por exemplo, um dos concorrentes das montadoras de carros será o Google, já que a empresa está investindo e trazendo novos conceitos para a fabricação de carros com modelos futuristas que não necessitam de motorista. Pensando dessa maneira, o que importa não é vender o carro, e sim vender mobilidade”, afirma Camanho.

Exposição e conferência - Além desse tema, a Inside 3D Printing proporcionará a interação entre especialistas e o público, por meio de palestras sobre diversos assuntos relacionados ao universo 3D. O objetivo é trazer informações para os visitantes, proporcionar uma rodada de negócios com empresas buscando possíveis oportunidades e trazer toda a inovação que uma impressora 3D pode proporcionar.
Entre os temas que serão abordados, o evento trará cases de Manufatura Aditiva aplicada à produção (metais), Bioimpressão de elementos óticos e oftalmológicos, Soluções da impressão 3D para o segmento odontológico, Soluções digitais para obter controle e qualidade na fabricação aditiva em ambientes industriais, Impressão 3D na medicina e ortopedia, Tecnologia exclusiva para impressão 3D (pó metálico), Impressão 3D e planejamento para procedimentos craniofaciais, Impressão 3D no setor de Design e Engenharia, Impressão 3D e ideias para empreender, entre outros.
A Inside 3D Printing, que chega a sua 4ª edição no Brasil, contará também com um espaço de exposição, na qual serão apresentadas as mais recentes tecnologias de impressão 3D para setores como medicina e odontologia, construção e arquitetura, automotivo, indústria aeroespacial, brinquedos, agricultura, entre outros.
Mercado em crescimento – O mercado de impressoras 3D tem registrado rápido crescimento. No início, eram grandes máquinas, de alto custo e patenteadas, o que restringia o mercado. Hoje, já com o vencimento do período de algumas patentes, o setor está aberto a novos investidores e desenvolvedores, o que resultou no desenvolvimento, tanto na parte física das impressoras, quanto nos softwares utilizados. Em 10 anos a impressora 3D reduziu seu preço de cerca de US$ 20.000 para US$ 500 e tornou-se muito mais rápida. Estima-se que até 2027, 10% de tudo o que for produzido no mundo será impresso em 3D.
Segundo o Wohlers Report 2017, a indústria de manufatura aditiva mundial (produtos e serviços) cresceu 17,4% em 2016, atingindo US$ 6.063 bilhões. Esta taxa de crescimento de dois dígitos é encontrada apenas em poucos segmentos da manufatura. 
Além da questão das patentes, a tendência de crescimento desse setor se dá por conta dos desenvolvimentos de novos produtos que podem ser impressos (plásticos, metais e cerâmicas), assim como a demanda dos mercados por produtos sofisticados e de precisão. Ou seja, grande parte das impressões 3D serve para a elaboração de protótipos de testes para determinadas produções em massa. Esse nicho de negócios continua em expansão, mas há, agora, uma nova fronteira que está sendo explorada.
Segundo Mônica Carpenter, diretora da Aranda Eventos, empresa organizadora da Inside 3D Printing no Brasil, é importante que o país participe dessas discussões e trocas de informações por se tratar de um nicho de oportunidades. “Nesse sentido, o evento será um importante palco para a disseminação de informações técnicas e de mercado, no intuito de promover o desenvolvimento e a geração de negócios”, completa a executiva.
Serviço: INSIDE 3D PRINTING
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo: Rua Frei Caneca, 569.
Congresso
Dia 05/06 – das 13h às 18h15
Dia 06/06 – das 9h às 17h45
As inscrições para o congresso podem ser feitas antecipadamente por meio do site: http://www.inside3dprintingbrasil.com.br/  ou diretamente no local do evento. 
Exposição
Dia 05/06 – das 13h30 às 19h
Dia 06/06 – das 09h30 às 18h30
O acesso à exposição é livre
A participação da imprensa é feita a partir de credenciamento prévio.

Informações à imprensa:
M.Free Comunicação
Roberta Provatti e Lucas Rezende  (11) 3171-2024 – R. 2

Posted on quinta-feira, maio 25, 2017 by Emanuel Campos

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5/24/2017


Neste sábado eu volto ao Brasil com uma missão primária, ministrar o curso de impressão 3D fundamentos na LWT Sistemas.

Vamos ao FAQ:

Como assim volto ao Brasil?
Eu moro na Argentina agora. Pedi as contas e vim para cá para poder curtir a família, já que tive gêmeos em julho passado, mas até as férias de fevereiro eu mal tinha me dado conta da existência dessas duas criaturinhas em casa. Na Argentina eu já tinha casa própria, com internet, TV à cabo, família da esposa muito próxima e até carro, então, cortar custos e viver um pouco, certo?

Você vai dar o curso só pelo dinheiro fácil?
Bom, o dinheiro não é fácil, e não é tanto. Eu vou dar o curso por que eu amo dar esse curso, eu o fiz com suor, lágrimas e mel (você deveria ver o estado do papel), quando ainda estava na RS Engenharia e tínhamos nossa MakerBot 1 (Cupcacke CNC na época). São uns 7 anos dando esse curso, que foi se tornando maior e maior com o tempo.

O que vou aprender no curso?
O curso inicia uma análise do momento em que vivemos, industrialmente e mercadologicamente, e a verdade é que dá um pouco de medo, indústrias vazias de seres humanos, formadas por máquinas, produzindo aparelhos caríssimos ao preço produtivo de muito pouco. E acredite,  impressora 3d é o coração dessa indústria do futuro, e também é a solução para salvar muitos empregos.

Depois vamos passear pelas tecnologias comerciais (SLA, SLS, LOM, FDM, MJM), mas vamos nos focar nas FDM/FFF. (não sabe o que são as siglas? Mais um motivo para vir para o curso.

Por fim, vamos brincar e rolar em imprimir na(s) MakerBot(s) da LWT, na Stratasys Fortus 250mc e na PolyJet Objet 30Pro, e aprender configurações, termos, variações da mesma peça em diferentes condições e melhores práticas para impressoras FDM/FFF. Passando por uma leitura do arquivo STL e do G-Code.

Para quem é o curso?
Para quem tem curiosidade sobre a impressão 3D, acabou de comprar uma, quer comprar uma, quer saber as novidades do mercado, quer trabalhar melhor com aquela que a empresa comprou, quer ver os mercados que podem se beneficiar com a impressão 3D.

O que eu preciso saber?
Se souber desenhar em 3D, melhor, mas se não souber, não faz falta, vamos fazer downloads dos arquivos e vamos utilizar os próprios exemplos dos softwares que temos, MakerBot e Stratasys. Também é legar se já souber utilizar bem um computador e o mouse, para movimentação de peças, noção espacial, estas coisas.

O que eu não vou aprender?
A fazer scanner de peças em 3D, a desenhar em 3D, a programar via G-Code, manutenção completa na impressora 3D (é fundamentos, lembra?), colar, pintar, lixar e dar acabamento nas peças, mas eu digo onde achar estas informações.

Posted on quarta-feira, maio 24, 2017 by Emanuel Campos

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5/23/2017



A SmartPLM, revendedora oficial Siemens PLM e o Parque Tecnológico de Sorocaba promovem em 28 de junho um encontro para debater, e utilizar na prática, as tecnologias que formam a indústria 4.0. É a sua chance de entender esse novo paradigma e de entrar de cabeça nesse mercado.

Projetar, simular e aperfeiçoar produtos e processos no ambiente virtual antes da fabricação tende a ser um padrão para todos os segmentos de indústrias. Para isso, a “fábrica digital” apoia-se no conceito “Digital Twin” convergindo os ambientes real e virtual, possibilitando que produtos e processos sejam projetados, testados e desenvolvidos antes da fase de produção propriamente dita.

Programação:

08:00 às 09:00 – Credenciamento e café da manhã de boas vindas.
09:00 às 09:40 - Indústria 4.0 – A chave para o sucesso na era da inovação.
09:40 às 10:10 – Processos integrados e automatizados consomem menos tempo e dinheiro.
10:10 às 10:50 – Coffee Break e Hands On
10:50 às 11:30 – Estrutura de Produto (BOM), como gerenciar o aumento da complexidade do produto.
11:30 às 12:00 – Teamcenter Rapid Start - A excelência é um processo contínuo.

Quando e Onde:

28 de Junho 2017, das 08:00 às 12:00
Parque Tecnológico de Sorocaba

Av. Itavuvu, 11.777 - Sorocaba/SP
 CEP: 18075-005

Informações Telefone: 11 4318-4590 smartplm@smartplm.com.br


Posted on terça-feira, maio 23, 2017 by Emanuel Campos

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5/22/2017







Se você só tem 20 minutos para saber a história do universo, do mundo, dos animais, países, religiões, então veja esse vídeo... É bizarro e maravilhoso.

Posted on segunda-feira, maio 22, 2017 by Emanuel Campos

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Rodrigo Mendes é o responsável por inovação no Parque Tecnológico de Sorocaba, mas além disso, ele é em si um entusiasta, não é um emprego o que ele tem, ele ama fomentar a tecnologia, se envolve nos projetos de maneira pessoal e tem paixão pelo que faz (e pela família, sempre presente).

Ele conduz a conversa sobre Startups no programa De Ponta a Ponta da retransmissora da Globo, a TV Tem, e se você ouvir mais sobre o assunto, acesse o link: http://gshow.globo.com/TV-Tem/De-Ponta-a-Ponta/noticia/saiba-mais-sobre-a-popularizacao-das-startups.ghtml


Posted on segunda-feira, maio 22, 2017 by Emanuel Campos

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O pessoal da Car Design HUE compartilhou um vídeo brilhante sobre o que é o CALTY, e eu recomendo muito que vocês assistam. Primeiro, conta uma breve história da Toyota nos Estados Unidos. Segundo, conta uma breve visão do processo de criação e design automotivo. Terceiro, tem uma impressora 3D lá, isto é, demonstra a importância do CLAY nos dias de hoje, e da forma obsessiva que a Toyota treina seus designers para manipular o CLAY.

Vale muito ver o vídeo, e vale anda mais conhecer a página da CAR DESIGN HUE.


Como é o processo de criação de algo, do zero? (spoiler: não existe "do zero").

Agora vemos no vídeo a criação de carros fantásticos, que fizeram sua história no mercado norte-americano, mas como fazemos para criar? Já debatemos:

1) Não basta apenas admirar a distância criadores de conteúdo
2) Precisamos nos atentar às preferências culturais locais e globais (dá um pouco de medo, né?)
3 e 4) Cuidado com seu tempo! Localize o seu tempo mais produtivo, gerencie o seu tempo para protegê-lo!

Bom, Wallace, garoto genial mas pobre e negro, tem sua vida tornada de ponta cabeça quando encontra com Forrester, um escritor do passado, que teve um sucesso absoluto com o livro Landing Neverland, e então sumiu numa vida de reclusão e nunca mais foi visto por ninguém. Em meio à pressão de se manter na escola privada com bolsa para jogar basquete, o que gosta, mas terminaria por matar sua veia de escritor, Wallace entre m pânico, o chamado Bloqueio Criativo. No filme Finding Forrester (numa sessão da tarde perto de você), Sean Connery faz Forrester, o escritor famoso e escondido, dá o melhor conselho do mundo para alguém que quer criar: comece copiando algo, e então vá mudando.

O vídeo da CALTY também nos mostra quantos, tantos desenhos, são necessários para se refinar uma ideia. Não dá para ter tudo certo de primeira. E há que se mudar, com novos ângulos e pontos de vista, para atingir um resultado perfeito.

Justamente pensando nisso, o livro Um toc na Cuca, infelizmente fora de catálogo no Brasil, brilhantemente apresenta uma lista óbvia, mas muito, muito boa, de como mudar seu ponto de vista. São ferramentas básicas do criador, do inovador, de quem quer fazer algo, e tudo inicia-se com: olhe de forma diferente coisas que você já conhece bem!

Mas se é tão simples ser criativo, por que tão poucos somos? Primeiro: preconceito. Cursos de criatividade, atividades didáticas para esse fim, artigos sobre esse tema, em geral, são como estudar astrologia aos olhos dos outros. Criatividade, como já discutimos, é vista como algo esotérico, fazer algo sem bases reais, exatas, para medir resultados.

O segundo motivo, nossas escolas. Como o próprio livro Um toc na cuca pontua: somos educados para ter a "resposta certa", não arriscar formas diferentes de dar respostas, não pensar de formas diferentes que aquela que é fácil de corrigir. Provas de gabarito então? Como ser criativo com só uma em quatro alternativas correta?


O livro em si trás uma lista brilhante, e absurdamente óbvia:

  • Vá e volte por caminhos diferentes ao trabalho;
  • Almoce em locais diferentes;
  • Faça associações livres (de filmes com livros, de músicas com filmes)
  • Lembre-se que boa parte dos nossos problemas são resolvidos durante nosso repouso;
  • Faça cursos novos, de coisas novas, sem se preocupar com aplicações práticas agora;
  • Comece a copiar um desenho e termine-o à sua maneira;
  • Copie o início de um conto que não tenha lido, termine-o da sua maneira, escrevendo-o, e então veja a solução original do autor;
  • Vá a museus, mas com um guia, entenda o que o autor das obras quis expressar.


Por isso, como lição dessa semana, se é que posso passar lição, é: siga as seguinte orientações, para iniciar na jornada da criatividade:

O programa Whose Line is it anyway tem uma sessão que foi copiada pelos Barbixas e pelo programada da Mtv, quando ela era aberta, chamada Quinta Categoria, e que vagamente lembrava um quadro do Caceta & Planeta: pegar produtos ordinários e fazer uma propaganda estilo polyshop desse produto, mas com outra função, obrigatoriamente, diferente da original. Como fazer a propaganda de um grampeador, como se fosse um aparelho de ginástica para mãos. Imagine produtos assim da sua mesa.

Se quiser, veja esse vídeo, e faça num encontro com a família num final de semana, sua própria terapia criativa em grupo:



Literatura recomendada: Um toc na cuca. (meio que obrigatória).

Posted on segunda-feira, maio 22, 2017 by Emanuel Campos

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5/18/2017


O evento está chegando, e infelizmente, as taxas de inscrição estão também se tornando mais caras! Corra para se inscrever no maior evento do país sobre impressão 3D e não perca todas estas palestras fantásticas.

Só para contar uma história curta, eu comecei com impressão 3D na Sisgraph, vendendo máquinas da Stratasys, e nos velhos moldes de mestre e aprendiz, eu aprendi tudo sobre impressão 3D com Wilson do Amaral Neto, a quem sou muito grato, pois na época que fui estagiário, ele não apenas me passou as tarefas, mas confiou em mim e me ensinou muito mais que precisava.

Pois esse mesmo Wilson do Amaral Neto fará uma das palestras no evento, e eu faço questão de estar lá, prestigiando-o.

Posted on quinta-feira, maio 18, 2017 by Emanuel Campos

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5/17/2017


Muito bacana o trabalho que a BioArchitects faz e representa, com seu trabalho na área na médica, com seus desenvolvimentos baseados na impressão 3D, pois eles vão além, eles não apenas criam as impressões 3D, como desenvolvem sistemas acessórios para circulação de fluídos, numa impressão de sistema cardíaco, como integram MakerBot, uma Connex260 e a poderosa J750.

Agora, outro ponto que a BioArchitects se destaca, é através da divulgação da impressão 3D, com presença constante na mídia e sempre educando o mercado. Sem dúvida um cliente que me da orgulho ter feito parte do processo e que tenho certeza, ainda vão muito longe!

Posted on quarta-feira, maio 17, 2017 by Emanuel Campos

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5/15/2017



Já está disponível nosso mais novo episódio sobre Palm, ou melhor, sobre o PIM. Mas você sabe o que é PIM?

Posted on segunda-feira, maio 15, 2017 by Emanuel Campos

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5/12/2017


O natal chegou muito mais cedo esse ano! Só essa semana vimos a Stratasys Bob (Continuous Build Desmonstrator, eu decidi chamá-la de Bob por ser mais curto), tivemos o anúncio da versão "open" disponível para financiamento coletivo no KickStarter, a BlackBelt 3D printing, e agora, o anúncio que deve resultar numa impressora de Metal, para desktop e ambiente de escritórios, com a estratégia e experiência da Stratasys no ramo de impressoras para escritório.

Eu particularmente, sou um cara do plástico, o que é distinto tendo em vista minha formação em tecnólogo mecânico, mas acredito que os 17 anos vendendo Stratasys me ajudaram a me convencer que plásticos podem ser tão resistentes quanto metal, e ainda recicláveis e mais fáceis de se trabalhar, ainda mais em processos aditivos, mas também, ao longo desse mesmo tempo, o que mais escuto é gente reclamando que "quer impressora de metal, e barata". Bom, agora isso pode ser realidade.

Segundo texto do site da LWT Sistemas, vemos o trecho:

Com o seu lançamento esperado para setembro de 2017, o “Studio System” da Desktop Metal é a primeira solução de impressão 3D de metal para escritório. Esta solução é até dez vezes mais barata do que as impressoras 3D de metal atuais é o único sistema de manufatura aditiva em metal com custo adequado e aceitável para a utilização de equipes de engenharia. Pela primeira vez, é possível produzir peças metálicas altamente complexas e montagens com a impressão 3D de metal sem sair do escritório.

Para os amantes do metal, sua chance de ter uma impressora que não custará muito milhões, capaz de fazer metal, chegou!

Posted on sexta-feira, maio 12, 2017 by Emanuel Campos

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5/11/2017


Com o pessoal do WTFFF de férias para o casamento da filha deles (parabéns Tom & Tracy Hazzard), o All3dp tem servido de uma excelente fonte de "inspiração" (cof, cof, cof...). No texto dessa semana, ironicamente quase que no msmo dia do anúncio da Stratasys Continuous Build Demonstrator, eles anunciaram um dos 18 projetos atualmente aguardando financiamento coletivo no campo de impressoras 3D do Kickstarter: a BlackBlt 3d Printer.

E o que ela tem de legal? Ela tem uma mesa XY que também é uma esteira! Mas a maior inovação desse modelo é na verdade o eixo Z, que é inclinado 45° para a construção com maiores espaços livres sem suporte, e permitir que a mesa seja assim, livre para se mover ao longo da produção ou entre peças.

Diferente da Stratasys Continuous Build Demonstrator (puta nome longo, vamos chamá-la de CBD? ou Bob?), a BlackBelt não usa um filme vinílico para aderência da peça na bandeja e sua fácil remoção, e imagino que deverá dar alguns bugs com o tempo, mas por outro lado, aposto que custará um rim e um fígado ficar repondo o filme vinílico da Stratasys Bob...

E vocês, o que acharam?

Links para o post original, em inglês: https://all3dp.com/blackbelt-3d/

Posted on quinta-feira, maio 11, 2017 by Emanuel Campos

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O Carlos Figueredo, da SÓ3D, fez uma cobertura bem bacana da Expo3D que rolou dia 1° de maio em São Bernado do Campo. Quem puder conferir, recomendo!




Posted on quinta-feira, maio 11, 2017 by Emanuel Campos

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5/10/2017


A Stratasys acaba de anunciar seu novo sistema FDM, um sistema que difere muito pouco do convencional, a nao ser pelo fato de que sua bandeja eh uma esteira, e que quando o trabalho esta concluído, ele é ejetado automaticamente da impressora!

Nos vídeos, a impressão nítida que me dá é que a impressor é uma torre de 3 Mojos, com esteira móvel sobre um filme em rolo, de vinil, que ao final de cada impressão, corta a fita depositando a peça impressa num cesto. Se for isso, é incrível.

Para saber mais, acesse: http://www.stratasys.com/en/Demonstrators

Mas não perca tempo lendo meu texto, veja o vídeo:


Posted on quarta-feira, maio 10, 2017 by Emanuel Campos

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5/08/2017

O grande problema com a criatividade ou trabalhar de forma realmente produtiva, é que todos nós somos loucos, de alguma forma, e todos nós, de alguma forma, ouvimos vozes.

Caso número 1:

 Você chega ao trabalho cheio de entusiasmo. Teve uma grande ideia durante a manhã e está louco para coloca-la no papel. Ligando o computador, contudo, o som familiar de e-mails jorrando aos borbotões pela sua caixa de e-mails te chama a atenção, eles soterram inclusive aqueles que você não teve tempo de ver na noite anterior.
 Alguns também parecem bastante urgentes. Você então decide que vai responder apenas 2, antes de começar a trabalhar na sua ideia... Vinte minutos depois, você continua no e-mail. Já respondeu o que devia, mas ficou preso nos e-mails de amigos, links e piadas. Você chacoalha a cabeça para espantar estas distrações da mente, fecha o e-mail, e volta à sua ideia.
 Em meia hora você está apaixonado por sí, sua ideia se conecta com tudo que sempre sonhou e mais dois parágrafos e algo genial pode brotar, quando seu telefone toca. É um coachee, falando de algo de uma reunião na semana passada. Você começa a buscar suas notas na sua mesa, mas não as encontra, contudo, há algo que faz seu coração gelar. Você acha uma carta que já deveria ter sido despachada há uma semana. Você diz ao coachee “já te retorno”, e trata de terminar a carta para enviá-la, mas descobre que faltava algo, por isso ela não foi enviada ainda. Você havia pedido algo a alguém para poder enviar, o que era mesmo? E seu pensamento é interrompido pela voz da sua mulher, lembrando-o que hoje é dia de pagar o aluguel, de passar no mercado e de comprar aquela fralda cara que o bebe gosta. O que era mesmo a sua ideia?

Caso número 2:

 A escritora Maya Angelou faz uma distinção entre os tempos de escrever os rascunhos, daquele que faz a revisão:
 “Eu me levanto por volta das cinco da manhã... Pego meu carro e dirijo em direção a um hotel, eu não posso escrever em casa. No hotel então, onde alugo um quarto, do qual eu retiro tudo de todas as paredes, ficamos no quarto eu, a bíblia e algumas cerejas secas, então eu trabalho até as 6:30. Eu escrevo deitada na cama, um cotovelo hoje já está mais escuro que o outro de me apoiar sobre ele, e eu escrevo com letra de mão sobre páginas amarelas. Uma vez que eu começo meu ritual, minhas dúvidas somem, é lindo...
 Depois do jantar, eu reescrevo o que escrevi pela manhã... Ás “oito horas da noite são as horas mais cruéis, por que é quando eu começo a editar, e toda a beleza que eu escrevi é podada.”.
 (Do livro Creators on Creating, Ed. Frank Barron, Alfonso Montuori, Anthea Barron).
 Os hábitos de escrita da Maya Angelou podem parecer meio excêntricos, mas eles realmente fazem sentido, ao escrever em um quarto de hotel ela efetivamente separa seu tempo de escrita do resto da sua vida, eliminando distrações e garantindo que ela atinja o estado mental máximo de criatividade.
 Treinamentos em terapia hipnóticas mostram que o sistema nervoso reage à gatilhos do meio ambiente, por exemplo, se você pensar em uma música que costumava tocar nos seus primeiros encontros com sua namorada/seu namorado, você provavelmente vai sentir as mesmas emoções de nostalgia/romantismo.
 Olhando o exemplo de Maya Angelou, ela obviamente experimenta grandes emoções quando ela está escrevendo, e ela condicionou sua escrita em um local e tempo especial na sua agenda, ela foi treinando seus nervos para associarem a diferente combinação de gatilhos: quarto de hotel, paredes vazias, nada além da bíblia e de cerejas secas, páginas amarelas e letra de mão. Não é de se estranhar que tão logo ela entre no quarto, ela já esteja pronta para escrever criativamente.
 Olhando por esse prisma, muitas supostas excentricidades agora parecem lógicas e razoáveis. Talvez você também tenha um local especial que fará você se focar em atividades criativas – um escritório afastado, uma cadeira em particular, uma mesa em seu café favorito, ou talvez seu notebook favorito ou aquela caneta específica. Uma vez que você os identifique e crie o hábito de utilizar esses gatilhos, eles formarão parte de um ritual mental, ou um processo de auto-hipnose, se preferir, para ajuda-lo a atingir o estado de absorção chamado de fluxo criativo, por Mihaly Csikszentmihalyi. Por fim, se mesmo assim ocorrer de você se ver procrastinando frente a algum trabalho, siga o conselho de Mark Forster, diga para você mesmo: “Eu não vou realmente trabalhar nisso agora, vou apenas dar uma olhada nestas páginas...”.
Quando é o seu tempo mais criativo?
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Se você pudesse arranjar uma agenda ideal, qual o horário você gostaria de proteger para seu trabalho criativo?
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Quão perto da sua agenda ideal você consegue chegar sem violar as restrições de seus horários atuais?
.
Você tem um local especial para trabalhar?
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Quais gatilhos físicos, como canetas, papéis, cheiros, computadores ou softwares, rituais ou rotinas você usa para atingir o estado correto da mente?
.
Vamos retomar os mapas mentais que fizemos até agora. Aliás, vamos revisar o que já descobrimos sobre você:

- Sua opinião sobre você, seus valores conscientes e suas buscas e objetivos primários;
- Seus pontos cegos, aquilo que as pessoas notam sobre você, sem você saber (e arruina sua Poker Face);
- Suas emoções e como elas atuam sobre sua rotina. Que gatilhos podem estar disparando-as e quais são os motivos reprimidos para elas;
- Gerir uma agenda, conciliando trabalho e vida pessoal;
- Fazer uma lista positiva do que você quer mudar agora e a longo prazo;
- Encontramos seu tempo criativo e ensinamos como fazer uma agenda com base em...
- ... no número de papéis que você representa, como companheiro(a), familiar (filho(a)/pai(mãe)/irmão(ã));
Agora é hora de definir metas e objetivos para sua vida, e ao invés de ser reativo(a), ser ativo(a), elegendo seu futuro e selecionando seu tempo.
Exercício:
Reveja sua agenda, diário, mapas mentais, reveja os dias de 1 à 7 e responda novamente (sem apagar as respostas anteriores, tudo aquilo que já mudou em sua vida);

Posted on segunda-feira, maio 08, 2017 by Emanuel Campos

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Com tecnologias e modelos cada vez mais acessíveis, as impressoras 3D trazem oportunidade para pessoas que estão desempregadas ou que querem ter um negócio próprio

Com a alta no número de desempregados no país e com pessoas que cada vez mais sonham em ter seu próprio negócio, as possibilidades oferecidas pela impressão 3D podem contribuir para a geração de renda. Opções de impressoras e de materiais com preços acessíveis e até sites que oferecem modelos de projetos para os usuários baixarem gratuitamente, podem ajudar os empreendedores a criar suas próprias peças, sejam elas acessórios para carros, joias ou objetos de decoração.
Em função da variedade de soluções que apresenta, a impressão 3D tem auxiliado no desenvolvimento e na modernização de produtos para diversos  setores, como construção e arquitetura, medicina e odontologia, automotivo, indústria aeroespacial, brinquedos, agricultura. A tecnologia para esses e outros segmentos será apresentada no Brasil, durante a Inside 3D Printing Conference & Expo, feira e congresso internacional, que chega a São Paulo pela quarta vez e será realizada nos dias 5 e 6 de junho, Centro de Convenções Frei Caneca.
Já realizado em Cingapura, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Coreia do Sul e China, o evento reune pesquisadores, a indústria, investidores e os maiores especialistas e fornecedores mundiais de soluções para manufatura aditiva e impressão 3D.
O tema a ser abordado este ano é a 4ª Revoluão Industrial e as oportunidades que surgem para o mercado de impressoras 3D e manufatura aditiva.
Além do congresso, a Inside 3D Printing contará com uma área aberta de exposição, onde serão demonstradas as diversas tecnologias de impressão, os novos equipamentos do mercado e sua funcionalidade.
Os organizadores do evento esperam a presença de empresários, investidores, pesquisadores, engenheiros, arquitetos, projetistas, profissionais da área médica, fabricantes entre outros. 
Mercado em crescimento – O mercado de impressoras 3D tem registrado rápido crescimento. No início, eram grandes máquinas, de alto custo e patenteadas, o que restringia o mercado. Hoje, já com o vencimento do período de algumas patentes, o setor está aberto a novos investidores e desenvolvedores, o que resultou no desenvolvimento, tanto na parte física das impressoras, quanto nos softwares utilizados. Em 10 anos a impressora 3D reduziu seu preço de cerca de US$ 20.000 para US$ 500 e tornou-se muito mais rápida. Estima-se que até 2027, 10% de tudo o que for produzido no mundo será impresso em 3D.

Segundo a Wohlers Report 2016, a indústria de manufatura aditiva mundial (produtos e serviços), cresceu 25,9% em 2015, atingindo US$ 5.165 bilhão. A taxa de crescimento desta indútria nos três anos anteriores foi de 31,5%.
Além da questão das patentes, a tendência de crescimento desse setor se dá por conta dos desenvolvimentos de novos produtos que podem ser impressos (plásticos, metais e cerâmicas), assim como a demanda dos mercados por produtos sofisticados e de precisão. Ou seja, grande parte das impressões 3D serve para a elaboração de protótipos de testes para determinadas produções em massa. Esse nicho de negócios continua em expansão, mas há, agora, uma nova fronteira que está sendo explorada.
Segundo Mônica Carpenter, diretora da Aranda Eventos, empresa organizadora da Inside 3D Printing no Brasil, é importante que o país participe dessas discussões e trocas de informações por se tratar de um nicho de oportunidades. “Nesse sentido, o evento será um importante palco para a disseminação de informações técnicas e de mercado, no intuito de promover o desenvolvimento e a geração de negócios”, completa a executiva.
Serviço: INSIDE 3D PRINTING
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo: Rua Frei Caneca, 569.
Congresso
Dia 05/06 – das 13h às 18h15
Dia 06/06 – das 9h às 17h45
As inscrições para o congresso podem ser feitas antecipadamente por meio do site: http://www.inside3dprintingbrasil.com.br/
Ou diretamente no local do evento.

Exposição
Dia 05/06 – das 13h30 às 19h
Dia 06/06 – das 09h30 às 18h30
O acesso à exposição é livre

A participação da imprensa é feita a partir de credenciamento prévio.

Informações à imprensa:
M.Free Comunicação
Roberta Provatti e Lucas Rezende             (11) 3171-2024 – R.15

Posted on segunda-feira, maio 08, 2017 by Emanuel Campos

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5/05/2017

 Clique para se inscrever!

Posted on sexta-feira, maio 05, 2017 by Emanuel Campos

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E mais uma vez, eu darei o curso de Impressão 3D Fundamentos no dia 27 de maio, sábado, pela LWT Sistemas!

Se você quer aprender sobre as tecnologias existentes (SLA, SLS, LOM, FDM, MJM, FFF), sobre as tecnologias open-source (FFF - Fused Filament Fabrication), e sobre como operar um software de impressão 3D, manipulando impressoras profissionais e prosumers, Fortus 250mc, Objet 30Pro e MakerBots: Mini, 5a Geração e 2X.

Após o almoço, vamos falar sobre aplicações de impressoras 3D, uso na educação, medicina, ferramentas para produção e como ganhar dinheiro com prestação de serviços, e, claro, troubleshooting e primeiros socorros da impressão 3D.

Eu amo dar esse curso, e se você ainda não conhece impressão 3D, ou quer conhecer mais, venha participar! Será um prazer recebê-lo!

Fale com a Íris no 11 3232-0532, para reservar sua vaga!

http://www.lwtsistemas.com.br/curso-impressoras-3d-fundamentos/


Posted on sexta-feira, maio 05, 2017 by Emanuel Campos

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5/04/2017



Continuando nosso tutorial sobre o G-Code, sempre recordando que não sou o autor desse artigo, que recomendo muito sua leitura na íntegra no original, e que aqui apenas faço uma tradução/resumo do conteúdo original, hoje vamos ver como é a estrutura completa de um código G-Code.

Para ler a parte 1, acesse: http://www.impresso3d.com.br/2017/05/tutorial-sobre-g-code-parte-1.html

1a Fase: Inicialização:

Estas são as primeiras cinco linhas de um código G-Code real de impressora 3D, que é quase um padrão para todos os códigos e máquinas:

G90

M82

M106 S0

M140 S100

M190 S100

A primeira linha define as coordenadas para a posição absoluta. A segunda linha define o extrusor para interpretar os valores como absolutos. A terceira linha liga o ventilador, mas com velocidade 0 ainda. A quarta linha liga o aquecedor da mesa para atingir 100’C e a quinta linha manda a impressora aguardar os 100’ serem atingidos.

Na fase de inicialização a impressora nunca imprime nada, apenas para pugar material, no máximo. E esta é uma ótima forma de saber quando houve algum problema nesta fase, ou não.


2a Fase: a fase da impressão 3D:

A fase da impressão sempre será marcada por diversos movimentos em XY, para a impressão da camada, o preenchimento, velocidades, e então um movimento em Z, marcando o fim da camada atual, e o início da próxima camada. Eis como esse código se parece:

G1 X108.587 Y111.559 F525 ; controlled motion in X-Y plane

G1 X108.553 Y111.504 F525 ; controlled motion in X-Y plane

…

…

G1 Z0.345 F500 ; change layer

G1 X108.551 Y111.489 F525 ; controlled motion in X-Y plane

G1 X108.532 Y111.472 F525 ; controlled motion in X-Y plane

3a Fase: Reinício da impressora:

Finalmente, quando a impressão acabar, a impressora deverá entrar em reinício, voltar o cabeçote ao Home e a mesa na posição de espera, desligando ventiladores e aquecimento de mesa. Eis o código como se parece:

G28 ; bring the nozzle to home

M104 S0 ; turn off heaters

M140 S0 ; turn off bed

M84 ;  disable motors

Perceba os comentários no texto, como em qualquer código de programação, a linguagem G-Code também aceita comentários, sempre identificados pelo ";".

Troubleshooting

Analisar um G-Code é a melhor forma de encontrar razões para falhas de impressão 3D. Ontem mesmo, num grupo de Whatsapp Impressoras 3d Brasil, alguém relatava o problema: "Minha impressora só fez metade do arquivo, mas o status diz que a impressão foi concluída, o que pode ser?".

A melhor forma de saber a resposta? Veja no G-Code o que foi para a máquina, quantas camadas, quanto tempo, quais contornos foram. Mas, e para ver isso? Bom, o Cura e o Simplify3D têm seus próprios G-Code Viewer, mas se você estiver fora da sua máquina, recomendo esse G-Code Online Viewer, que é excelente: https://nraynaud.github.io/webgcode/



Posted on quinta-feira, maio 04, 2017 by Emanuel Campos

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5/03/2017


O site All3D fez um tutorial brilhante, do tipo, tudo que você sempre quis saber sobre G-Code e tinha vergonha de perguntar. Mas como este material está em inglês, vou traduzir alguns itens que acho mais relevantes.

Sempre lembrando que esse material é original do All3D e eu não tenho nenhum tipo de crédito ou mérito nele, ok?

G-Code é a linguagem utilizada por computadores para se comunicarem com as impressoras, e nesse curto tutorial, vamos desmitificar e compreender esse código.

Usando o G-code, um computador diz à impressora quando depositar material, quando parar, a que velocidade/temperatura, para onde mover a cabeça de impressão, esse tipo de coisa.

Se você nunca lidou com um G-Code até hoje, tudo bem, fatiadores como Cura e Simplify3D geram o G-Code automágicamente à partir de arquivos CAD, então a maior parte das pessoas nunca teve que lidar com esse código na vida. Contudo, se você quiser criar um entendimento mais profundo sobre o G-Code, talvez haja um par de coisas que você precise aprender sobre ele. Saber G-Code te ajudár a solucionar problemas com a sua impressora 3D melhor que ninguém.

G-Code atende por "Geometric Code", e não é diferente de qualquer linguagem de um CNC (Comando numérico computadorizado), em essência. Cada linha diz à impressora o que fazer naquele exato instante.

Um código G-Code típico terá esse tipo de aparência:

G1 X-9.2 Y-5.42 Z0.5 F3000.0 E0.0377

Essa linha em particular diz para a impressora para mover o cabeçote em linha reta para as coordenadas X=9,2 Y=-5,42 e Z=0,5 na taxa de 3000 e depositar material à ataxa de 0,0377. O comando G1 que inícia a linha da a dica da ação, já que as coordenadas são fáceis de serem lida por si mesmas.

G1, no caso, significa, mova-se em linha reta. O reto da linha são argumentos, que complementam a ação do comando.

Linhas que iniciam com G, são linhas de comando, mas e se você precisar dizer para a impressora para aquecer a mesa ou ligar/desligar um ventilador? Essas definições são dadas por comandos M. Por exemplo, M140 diz para a impressora ligar o aquecedor da mesa e M190 diz para a mesma esperar a temperatura desejada ser atingida.

Eis um lista de comandos que podem iniciar uma linha e seus significados:

Gnnn = Comando G-code padrão, como mover para um ponto
Tnnn = Seleção da ferramenta nnn, em RepRap isso signfica o tipo e quantos bicos a impressora usa
Mnnn = Comandos de definição RepRap, como ligar a mesa ou desligar um ventilador
Jnnn = Parâmetro offset Y em movimento de arco
Innn = Parâmetro offset X em movimento de arco
Rnnn = Parâmetro usado em temperaturas
Hnnn = Parâmetro usado para aquecedores em regulagem PID
Dnnn = Parâmetro usado para diâmetros em regulagem PID
Qnnn = não em uso pela RepRap
Nnnn = Número da linha, usado para rastreabilidade de erros
Ennn = Extenção da extrusão. É o XYZ para consumo de filamento
Fnnn = Taxa de alimentação. (velocidade por movimento da cabeça)
Snnn = Parâmetro de comando, do tipo tensão, temperatura, tempo em segundos, para um motor
Pnnn = Parâmetro de comando, mas em milissegundos ou PID, para um motor
*nnn = Verificar somas, usado pra rastreabilidade de erros
U,V,W = Eixos adicionais de movimentação, FirmWare RepRap
Znnn, Ynnn e Xnnn = coordenada para movimentação, em inteiros ou fração

Para ir à fonte da fonte da informação: http://reprap.org/wiki/G-code#Fields

Comandos mais importantes em G-Code:

G0: Mover a cabeça à velocidade máxima às coordenadas desejadas. Ex: G0 X7 Y18
G1: O comando mais comum na impressão 3D, onde a velocidade da movimentação é limitada pela taxa de deposição, mantendo o movimento em X e Y uniforme, Ex: G1 X7 Y18 F3000 E0.2
G20/G21: define a escala da movimentão, G21 é milímetros, G20 é polegadas
G17,G18,G19: Definir os planos da máquina.
G28: Define o HOME da máquina, em geral é utilizado o código G28.1 para X0 Y0 Z0
G90: Modo absoluto, diz para a máquina ir para a coordenada X10, por exemplo, em absoluto
G91: Modo incremental, o mesmo que o G90, mas incrementa a nova medida sob a posição atual do cabeçote
G2: movimentação no sentido horário: começar a camada e movimentar a cabeça em sentido horário. Exemplo:
G21 G90 G17

G0 X6 Y18

G2 X18 Y6 I0 J-12
G3: o mesmo, mas no sentido anti-horário

O G-code ainda aceita implementações de comentários, utilizando o ";"

Para amanhã, analizaremos o código em sua totalidade, ao invés de olhar item à item.

Texto original de: https://all3dp.com/g-code-tutorial-beginners-3d-printing/


Para ler a parte 2, acesse: http://www.impresso3d.com.br/2017/05/tutorial-sobre-g-code-parte-2.html

Posted on quarta-feira, maio 03, 2017 by Emanuel Campos

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5/02/2017


Apesar da Autodesk ter se lançado anos atrás no mercado de impressão 3D, com seu protocolo open-source Spark, para impressoras de resina, ela deve ter reparado que resinas, apesar de ótimas para impressão 3D em matérias de precisão, velocidade de impressão (um MJM ou PolyJet), são caras, dificeis de se manter em casa e um tanto inseguras...

Agora saiu no Boletim da Indústria sua nova empreitada no mundo que sempre, desde o início, tem apoiado e incentivado, o da impressão 3D: a sua parceria com a MakerBot.

A MakerBot, que atualmente pertence a Stratasys, foi pioneira na impressão 3D de baixo custo, lançando sua CNC CupCake em 2008, a primeira impressora 3D do mundo abaixo dos 1000 dólares! Com o tempo, a MakerBot foi mudando seu posicionamento até chegar ao seu momento atual, líder e quase que único player no mercado de prosumer, uma máquina igualmente recomendada a iniciantes totalmente leigos e para profissionais, por contar com calibração automática, larga capacidade de configuração sem perder a interface simples e fácil de usar e aprender.

Mas como a Autodesk já sabe, ter a impressora 3D não é o bastante, uma hora, os arquivos do Thingiverse e do GrabCAD não bastam, e o proprietário vai querer fazer algo por si mesmo, e nesse momento, há a necessidade do CAD.

Através do software CAD, o usuário da impressora 3D atinge o real potencial do equipamento, podendo produzir itens personalizados, criados à medida de cada necessidade, e para assegurar esse potencial, que a Autodesk passou a liberar um ano de assinatura do seu Autodesk Inventor Fusion, para fins comerciais ou pessoais, para quem comprar uma MakerBot.

A oferta, como diz bem o Boletim da Indústria, já está disponível no Brasil e você já pode procurar pelo Henrique, na LWT Sistemas, no 11 3232-0532, para garantir a sua! Também esta a venda na Wishbox, Anacom e Benner! Procure o revendedor mais próximo...

Posted on terça-feira, maio 02, 2017 by Emanuel Campos

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5/01/2017


Beleza não é tudo, mas é 100%. Você já ouviu essa frase antes? Ela é bastante comum, e em geral vem acompanhada de: é a capa que vende o livro, é melhor algo bonito que não serve a algo que é prático e dá vergonha de ser visto na rua (porchete talvez? Bom, essa eu não uso há algum tempo).

O fato é que quanto falamos em criatividade, outro erro muito comum é confundir beleza com inovação com criatividade. E tudo isso são coisas bastante distintas. Não necessariamente dissociadas, isto é, para que seja uma coisa, ela não pode ser a outra. Mas mesmo assim, por vezes podemos ignorar uma boa ideia, só por que ela não está bonita, não parece um produto ou um serviço ainda ou você não acha que alguém pagaria por ela. É aí que entra a Gestalt!

Gestalt, da Wikipedia, significa:

gestalt (guès) (do alemão Gestalt, "forma"), também conhecida como gestaltismo (gues), teoria da formapsicologia da gestaltpsicologia da boa forma e leis da gestalt, é uma doutrina que defende que, para se compreender as partes, é preciso, antes, compreender o todo.[1][2] Refere-se a um processo de dar forma, de configurar "o que é colocado diante dos olhos, exposto ao olhar". A palavra gestalt tem o significado "de uma entidade concreta, individual e característica, que existe como algo destacado e que tem uma forma ou configuração como um de seus atributos".[3]

No inglês 101 - one ou one - nome dado aos cursos de admição de todas as formações superiores nos Estados Unidos, também utilizado no jargão das ruas como "B-A-BA ou "qualquer-coisa-for-dummies", onde dummies significa "tonto, novato, inexperiente". Para podermos compreender melhor o que o termo significa, devemos fazer um curso de Gestalt 101.


A Gestalt nasceu como um daqueles testes de desenhos com múltiplas interpretações, como um teste Rorscharch, o famoso teste "borrão de tinta", não o herói de Watchman, ou aqueles desenhos que se olhados por diferente ângulos escondem outras figuras. A explicação é simples: pessoas tendem a achar em formas abstratas, seja o teste ou seja nas nuvens, aquilo que estão consciente ou inconsciente mais ligadas. Daí o teste revelar fobias, temores e segredos, no melhor estilo da velha série The Mentalist, e daí a importância das empresas em mapearem e eliminarem imagens, produtos ou nomes que não peguem bem na sociedade, ou melhor, numa sociedade. Pois locais diferentes têm diferentes culturas e valores. Vá ver se o McDonalds da Índia serve carne de vaca, que por lá é considerada um animal sagrado.

Você também acha Gestalt nos filmes. Você acha que um computador parcialmente quebrado, com pequenos defeitos e trincas, é algo com sex-appel, sexy, para os consumidores? Pois então por que todos os heróis que são "hackers raíz" só usam essas máquinas? Eles nunca aparecem com o último gadget, mas sim com algo que parece que foi construído para eles e por eles! Será que o publico se interessa por isso? Já ouviu falar em "concurso de casemods"? Pois vá ver! Tem uns computadores bonitões, mas em geral, quanto menos parecer algo feito em série e bonitinho, melhor!

A lógica reversa se aplica aos empresários de sucesso nos filmes: sempre alinhados nas roupas, com o último modelo de computador que até parece que acaba de sair da caixa, e com um celular e carro para combinarem. Você imagina o presidente da Volkswagen com um casemod na mesa dele? E um filme de Hackers com todos comprando seus MacBooks Pró e usando protetor de silicone para teclados? Você não imagina por que já associou isso, essas marcas e qualidades ao público/contexto nos filmes com sua realidade.

Trocando em miúdos, não desista de sua ideia por que ela não te parece pronta. Veja como seu público gosta dela, antes de avaliar desistir ou continuar. Talvez, com duas aparências distintas, um produto ou serviço possa servir para mais de um público até mesmo. Mas acima de tudo, entenda que esses valores podem mudar, entre gerações, entre nichos, entre rendas, e que seu olhar está condicionado ao seu ponto de vista apenas.

Compreender o que esperar de fato do seu produto ou serviço, alinhado com seu público alvo, é o segundo passo para sua jornada para a criatividade!


Link para a Aula 1: Deixar de ser um voyeur!

Posted on segunda-feira, maio 01, 2017 by Emanuel Campos

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4/27/2017



video
Para algo de útil essa canetinha tinha que servir...

Posted on quinta-feira, abril 27, 2017 by Emanuel Campos

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Eu confesso, começo a sentir dificuldade em usar coisas novas. Recentemente formatei meu MacBook Air para o GNU/Linux, mas não me adaptei, ainda, ao software GNU/Linux completamente, e com os gêmeos, será difícil dedicar agora, o tempo que desejo. Voltei então o Mac para o MacOS e ele voltou com seu sistema original, MacOS 10.7! E como eu gostei disso! Foi fantástico voltar a ter um sistema operacional que não fica apagando meus arquivos para "deixá-los na nuvem", o que deve funcionar muito bem em outros países, mas aqui não, depois você chega em alguma cidade do interior, e descobre que o vídeo exato que precisa foi "cloudficado".

O MacOS 10.7, Lion, na verdade, tem seus percalços, não roda a última versão do Chrome, e nem o MakerBot Print, o que foi ótimo, me forçou a procurar pelo MakerBot Desktop e achá-lo! Talvez seja essa minha síndrome de lidar com programas novos, mas eu realmente amo (AMO, AMOOOO) o MakerBot Desktop, e é um pena que seus recursos tenham sido tão castrados na nova plataforma. Já falei mil vezes, eu, por mim, teria uma MakerBot 2X, imprime qualquer coisa, e de qualquer jeito.

Pois talvez você tenha também um sistema operacional velho, talvez apenas esteja buscando usar uma versão antiga do MakerBot Desktop, assim, compartilho com vocês o link: https://support.makerbot.com/troubleshooting/makerbot-desktop-software/software-download/download_12190

Posted on quinta-feira, abril 27, 2017 by Emanuel Campos

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4/26/2017


Já falei da M3D aqui no blog quando ela era um projeto de financiamento coletivo ainda. Depois eu tive o prazer de ouvir sobre ela no WTFFF, o melhor podcast sobre impressoras 3D por filamento do mundo, mas que infelizmente, não dizia muitas coisas boas sobre a impressora. Por fim, parece que o pessoal da M3D acertou a mão, e a nova versão do software, bem como a irmã maior da família, a M3D Pró, agora estão bem ajustadas e funcionando muito bem!

As maiores vantagens da M3D são sua capacidade de portabilidade aliada ao incrível silêncio de operação, pouco além de alguns cliques e roncos, e nada, mas nada comparado à MakerBot de primeira geração, que ainda soa parecida ao R2D2 e o BB-8 fazendo amor (sem pudor).



A M3D é bonitinha, cabe fácil apoiada na palma de uma mão, mas sem prejudicar sua capacidade produtiva, ainda que ela tenha uma regra meio maluca, peças grandes devem ser horizontais, ou a área máxima de impressão diminui para peças mais altas.

A máquininha ainda prova que é a companheira ideal para o impressor 3D itinerante ao comportar dentro de seu já parco espaço, embaixo da mesa de impressão, o seu próprio rolo de filamento (de 1,75mm, por sinal). Mas no próprio manual da máquina, a empresa deixa claro que não é contrária ao uso de filamentos terceiros, só cuidado com o tamanho do rolo, muito peso poderá tombar a pobre maquinha.

Agora, silenciosa, barata (299 dólares nova ou 249 dólares usadas recondicionadas) e tão portátil tinha que ter um senão, e nesse caso, é o tempo de impressão. Para se ter uma ideia, a impressão de uma luva para copos, no melhor estilo Starbucks, na MakerBot 5ª geração leva 7 horas. Nessa máquina leva 36 horas potencialmente (embora ela só tenha previsto 27 horas, mas dava sinais que levaria bem mais tempo).

Ela também demanda conexão constante com o computador host, ancorando o usuário a ela durante a impressão, e só se conecta via USB, nada de SD Card ou Pendrive nela. Por outro lado, seu software é elegante e prático de usar, e diferente da própria MakerBot, que removeu o suporte de sua impressora do Linux e deixa uma versão mais restrita para Mac, a PrintM3D tem seu software igual, nas três plataformas: Windows, GNU/Linux e Mac.

Para conhecer mais da impressora: site do fabricante.
Para acessar ao episódio do WTFFF: https://3dstartpoint.com/m3d-printer-review/


Posted on quarta-feira, abril 26, 2017 by Emanuel Campos

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4/25/2017



A Microsoft tem uma comunidade mantida por seus funcionários, pessoas que estão desenvolvendo o Windows e suas ferramentas, chamado Channel 9. Quase 99% desse canal é dedicado à programação, ou melhor, era, pois o crescimento da impressão 3D dentro da Microsoft fez surgir um braço dentro do canal dedicado ao tema.

Atualmente no seus 9° vídeo, os canais demonstram como imprimir utilizando o 3D Builder e uma impressora, no caso, a 3D Systems cubify 3ª geração, e vale a pena conferir o canal, se você consegue entender bem o inglês, as aulas são muito didáticas e muito claras, e vão apresentando, bem devagar, os conceitos da impressão 3D aos leigos.

A melhor coisa que poderia ter ocorrido à Microsoft foi perder o bonde da internet lá nos anos 90, agora, com medo de perder algum novo bonde, a empresa tem investido pesado em todas as tecnologias disruptivas que vão aparecendo, e nós, amantes da impressão 3D, só temos a ganhar com isso! Hoje temos o Paint 3D, 3D Scan, 3D Builder, e amplo suporte da empresa aos Makers.

Confira os vídeos no canal deles, e veja o 3D Builder. Estou pensando em fazer uma video aula sobre o tema, visto que o software tem crescido muito em funcionalidades.

Sabe o que é mais impressionante? Até a Prusa figura entre as máquinas suportadas, e eles distribuem o SDK do produto, para que mais usuários incrementem a ferramenta!

Máquinas suportadas: https://developer.microsoft.com/pt-br/windows/hardware/3d-print/printing-partners

Para baixar o SDK: https://developer.microsoft.com/pt-br/windows/hardware/3d-print/sdk-app-downloads

Assistir os vídeos: https://channel9.msdn.com/Blogs/3D-Printing

Posted on terça-feira, abril 25, 2017 by Emanuel Campos

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4/24/2017


Chamados de voyeurismo quem gosta de admirar outras pessoas fazendo algo. Em geral, é usado com conotação sexual, mas a realidade é que expressão se aplica a qualquer um com esse tipo de gosto. Voyerismo, da wikipida:


A prática do voyeurismo manifesta-se de várias formas, embora uma das características-chave seja a de que o indivíduo não interage com o objeto (por vezes, as pessoas observadas não estão cientes de que estão sendo observadas); em vez disso, observa-o tipicamente a uma relativa distância.

Quando falamos em ser criativos, por vezes convergimos para duas reações simultâneas: achar que isso é coisa de artista e de pessoas com tempo de sobra, e/ou, achar que isso é para pessoas que nasceram com algum tipo de dom. Afinal, em quem você pensa quando falamos em criatividade? (sério, responda mentalmente em quem você pensa, por uns segundos, o primeiro nome que vier à sua mente).

Se você for do campo de exatas ou amar a tecnologia, pode pensar em Steve Jobs, Bill Gates, Elon Musk ou Stephen Hawkin. Se for do esporte, talvez seus ídolos sejam Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo ou o goleiro Cássio (só provocando com esse último, todos sabemos que não há outro goleiro como foi o Ronaldo e os impedidos). Talvez você goste de administração e pense em Peter Drucker, Trump, João Dória ou Roberto Justus. É do campo da publicidade? Washington Olivetto.

O fato é que, não importa o seu campo, sempre haverá aqueles para ter uma admiração voyeurista, e está tudo bem, mas esse sentimento não pode congelar você de atingir aquilo que você deseja. Não pode te impedir de tentar.

Eu amo desenhar. E passo horas desenhando. Por vezes até acho que algum desenho ficou bom, mas basta abrir qualquer revista em quadrinhos para eu desistir. Mas sabe o que? Eu não desisto, pois enquanto eu tento algumas poucas horas ao mês, as pessoas que fazem aqueles quadrinhos gastam oito horas ao dia, pelo menos!

O mesmo vale para todos aqueles que admiramos. Quem já tentou construir seu próprio sistema operacional? Eu já tentei. E nunca mostrei para ninguém, pois quem vai querer olhar para aquilo que estou criando, quando o Windows, Mac e Linux estão tão prontos? Mas esse é justamente o ponto: tudo aquilo que admiramos, e comparamos nossos primeiros resultados, é uma comparação injusta. Estamos comparando poucas horas de tentativas individuais, contra horas monumentais de um grupo focado em tempo integral.

Também tem o fato dos nossos ídolos por vezes pegarem um atalho. Bill Gates criou seu sistema operacional a imagem e perfeição do MacOS, que por sua vez, Steve Jobs o comprou da XEROX. Que por sua vez, tudo que ele fez foi baseado em um hardware criado por Stephen Wozniak, que aprendeu o que sabia enquanto trabalhava na HP e frequentava o clube de amantes amadores de computadores, o Computers Homebrew Club.

Quer aprender com alguém pouco a sua frente? Quer praticar sem vergonha de que os outros estão te vendo? Pois então comece! E não tente mudar o mundo ou revolucioná-lo de uma só vez, do dia para a noite. Até mesmo as descobertas assim, do dia para noite, por vezes, não dão tão certo assim: quem inventou o microondas estava refinando um radar, ele se deu relativamente bem, melhor que Marie Currie, que descobriu a radiação X, mas demorou tempo demais para perceber seus efeitos.

Seth Godin criou um termo que se tornou mote na minha vida: Soft-Innovation (na verdade, Vaca Roxa, mas vá ler o livro dele para entender). Não revolucione o mundo, melhore-o aos poucos. Provavelmente você até já tem feito isso. Você já solucionou um problemão às 16 horas uma sexta feira que salvou você, ou sua família, ou seus colegas de trabalho e você, de passarem um final de semana trabalhando, ou muito mais. Só não teve tempo, vontade, ou fé, de escrever sobre isso para demonstrar o que encontrou. Seja por que você tinha um happy-hour depois do trabalho, ou faculdade, ou dois filhos gêmeos para voltar para casa que consumiam seu tempo e disposição, quando finalmente dormiam. Ou por que você não deu valor ao que fez, ou foi convencido que "não foi nada demais".

Haja o que houver, acredite em você mesmo, marque para você, num caderno ou num blogge privado, o que descobrir, e quem sabe um dia, você não encontra em suas próprias notas, um padrão que pode ser solucionado por algum produto ou serviço, que você vai ofertar?

Se há uma primeira lição a ser deixada sobre criatividade, ela é, acredite em você mesmo, mas não tente mudar o mundo num só dia. Vá amadurecendo suas ideias, e vá guardando-as para você, pois um dia, você pode criar coragem de publica-las. Só para encerrar, Darwin não queria publicar sua teoria da evolução do mais hápto, por não se achar graduado ou bastante ou suas conclusão não serem relevantes o bastante, mas no entanto, com um bom empurrão do seu irmão, ele conseguiu seguir em frente, e revolucionar o mundo (apos rodar o mundo), com sua teoria hoje chamada de Evolucionismo ou Darwinismo.

Mude o mundo, um problema pequeno de cada vez.

Posted on segunda-feira, abril 24, 2017 by Emanuel Campos

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