Qual a melhor tecnologia para ser prestador de serviços?


Conforme começamos a discutir em outro artigo, são dois os maiores desafios para se tornar um prestador de serviços de impressão 3D no país: educar o mercado que a tecnologia existe e pode atendê-lo e alinhas expectativas entre a compra e o recebido.

O segundo item se deve à uma percepção equivocada de que a Prototipagem Rápida, como era chamada a impressão 3D até o ano 2000, ou a Manufatura Aditiva, como o termo que a ASTM cunhou de 2000 para cá, é tão rápida como fazer um Miojo, e a peça é colorida, resistente e perfeita, e nós, usuários de impressoras FFF sabemos que não é assim.

Logo, o prestador de serviços tenta comprar uma impressora de resina fotossensível, material mais caro, mas com camadas muito superiores, e descobre que o preço é algo que nem todos os clientes querem pagar. Afinal, como alinhar essas expectativas e qual a máquina ideal?

A melhor forma de educar o público, que quer algo colorido, sem marcas de camadas e que seja resistente e barato, é explicar que isso ainda não existe... Tem a impressora CLIP da Carbon, e a Disney patenteou algo semelhante, mas está escondido em seus porões que pode vir a chegar perto disso um dia, mas por hora, o melhor equilíbrio entre resistência e preço são as impressoras FFF, Fabricação por Filamento Fundido, seja uma FDM Stratasys ou MakerBot, ou de outro fabricante. E amostras, o tempo todo com amostras embaixo do braço.

Por que essa tecnologia? Simples, são as mais fáceis de manter em casa, ou num negócio que se está iniciando, pois não usam resinas tóxicas e os processos de limpeza do suporte vão desde um estilete, quando for do mesmo material que a peça, a processos que envolvem água ou limoneno, com ou sem temperatura. As máquinas em geral gastam 100W para trabalhar e têm baixo custo de manutenção.

E apesar da crença comum dos clientes em pedirem coisas com acabamento impecável, dois ou três serviços tendem a mostrar que a resistência mecânica vale mais que uma peça linda, mas que pode quebrar com um olhar.

Existe um outro lado dessa história, claro: a maioria dos prestadores de serviços têm hoje, não por um acaso, processos FFF/FDM, o que aumenta a competição entorno dessa tecnologia. Essa também deve ser a tecnologia que mais rapidamente vai se tornar popular entre os usuários domésticos, e logo, o desempate entre as concorrências será a oferta de uma segunda tecnologia ou processo. Mas seja como for, o importante mesmo é largar logo, se você quiser ingressar nesse mercado enquanto há diferencial competitivo. E não se esqueça de agregar valor, seja modelando, scaneando, ou ambos. O mercado agradece...

PS: Estes artigos de hoje foram uma sugestão de um aluno do curso "Impressoras 3D Fundamentos", ministrado na LWT Sistemas, obrigado Luiz Henrique Okusu!

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