Desenvolvimento brasileiro de filamentos - sim, isso existe!



Francoleno Avelino dos Santos e João Carlos Sobreira da Silva estão desenvolvendo um trabalho muito interessante, e bastante raro no nosso país, chamado pesquisa de desenvolvimento. Para ser claro, eles estão fazendo por que querem, não foram pagos para isso, não é o trabalho deles, e até pode contar pontos na faculdade, mas acima de tudo, estão fazendo uma pesquisa por conta própria. E eu aplaudo de pé essa iniciativa.

Tenho certeza que muitos outros trabalhos de pesquisa podem estar ocorrendo no país, mas infelizmente, além de um universo muito pequeno, muitas empresa optam por agirem em segredo, com medo de serem copiadas, de perderem alguma oportunidade, e por isso, é muito difícil conseguir informações sobre esse mercado.

Mas, voltando para o trabalho destes formandos da FATEC-ZL, decidi deixar que eles próprios explicassem o que estão fazendo:



Tomados pela enchente de idéias que a impressão 3D proporciona, fomos tomados por inúmeras idéias o que logo constatamos o fascínio pela impressora 3D como se fosse amor à primeira vista, mesmo sendo estudantes do curso de polímeros queríamos montar uma impressora 3D a qualquer custo. A partir daí começamos a acompanhar o mundo das impressoras 3D e durante uma palestra (-sobre impressoras 3D-) na nossa faculdade vimos que tão importante quanto a impressora 3D são os filamentos, na verdade os materiais a serem impressos em todos os processos de impressão, quando vimos essa gama de materiais pensamos em desenvolver algum material para impressora 3D, então tivemos que decidir qual iríamos fazer ou montávamos uma impressora ou desenvolvia um material a ser impresso.

Chegamos a conclusão de fazer um filamento pelo nosso curso ser especifico de POLÍMEROS logo se associa ao material termoplástico usado grandemente nas impressoras open source (REP RAP).

A idéia principal era tentar baixar o custo do material já existente no mercado, visando máquinas de baixo custo REPRAP e MAKERS, durante as pesquisas foi constatado que o material mais utilizado era o ABS, iniciou-se os trabalhos de pesquisa em cima do ABS (ACRILONITRILA BUTADIENO ESTIRENO), eles contribuem separadamente para as propriedades do material. O balanceamento dos três componentes proporcionam ao material, ótimas características e propriedades mecânicas e depois disso algumas possibilidades de blendas para baixar esse custo. Vimos a possibilidade de fazer uma blenda com PP (POLIPROPILENO) e com PEAD (POLIETILENO DE ALTA DENSIDADE).

Tivemos uma grande dificuldade durante as pesquisas bibliográficas, por se tratar de uma tecnologia ainda não difundida no Brasil, tivemos pouca informação a respeito de fabricação de filamentos para impressora 3D. Uma indicação que nos foi dada, foi o Anderson de Godoy da Filamentos 3D Brasil onde foi possível dar continuidade nas pesquisas e concretizar essa idéia, que começou como um trabalho acadêmico e tornou-se promissor. Hoje através desses estudos obtivemos mais idéias para desenvolvimento de novos filamentos.

O nosso projeto encontra-se em finalização e abriu portas para futuros desenvolvimentos na área, assim como parcerias com fabricantes de maquinas e vendedores do setor, todos ansiosos para ver a impressão 3D no Brasil mais difundida apostando no mercado e no desenvolvimento de novas tecnologias nacionais. 

Agradecemos principalmente ao Emanuel Campos e o Anderson de Godoy por acreditar nesse projeto e incentivar desde o inicio, aos professores da nossa faculdade pelo respaldo para a conclusão do projeto. 

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