Hacer que se te cante el c*lo


Tem uma expressão em espanhol que sempre me soou estranha, "hacer que se te cante el c*lo", fazer o que seu bumbum mandar, numa tradução mais polida e contida. Sempre achei estranha, mas faz também, muito sentido. Geralmente observamos nossas ações com um outra base, emoção ou razão, coração ou mente. Hacer que se te cante é c*lo é uma terceira saída.


Não importa como decidimos nossas vidas, as pessoas sempre irão nos julgar. Optei por não ter mais um carro, optei por não trabalhar de gravata. A medida do meu sucesso é para aqueles que me conhecem e podem saber o quanto eu sei, o quanto estudei, o quanto posso fazer. Tenho para mim, a cabeça baixa e a humildade de sempre querer aprender, mas isso não importa, as pessoas sempre te julgarão sob seus próprios prismas.

Decidir não ter carro é visto muitas vezes como uma decisão de um fracassado, "não posso manter um carro", ou como a decisão de um hipster, esta forma pós-moderna de hyppie, "não quero agredir a natureza e o mundo, meu...". No meu caso, foi estratégica. Leio mais, tenho tempo para mim, entre um transporte e outro, que por vezes, me sai mais caro no fim do mês que um carro e todos seus impostos. Foi uma decisão emocional, e foi uma decisão racional.

Tenho também pensado em colocar aparelho dental. Meus dentes nunca me incomodaram, mas agora, me incomodam. A gengiva está estranha e não gosto de como têm inclinado ao longo dos anos. Mas passamos por uma moda bizarra de usar aparelho dental (sério?!), e também estou chegando aos quarenta anos. Se eu der esse passo, vão pensar: "olha lá, se rendeu à moda besta", ou "olha lá, buscando a infância perdida na crise da meia idade". Mas a verdade é que apenas, e apenas isso, meus dentes têm me incomodado.

No final do dia, não importa o que façamos, as pessoas medem os outros por seus próprios parâmetros, e às vezes, não adianta querer explicar, é melhor repetir: Hice lo que me canto el c*lo, e pronto.

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