Qual a economia de ter uma impressora 3D?


Muitos me perguntam qual é a economia de uma impressora 3D? Afinal elas são caras, e como calcular o retorno desse investimento, e mais ainda, qual a vantagem de se ter uma impressora dessas em casa?

Não é novidade o fenômeno que a impressoras 3D se tornaram, explodindo no Brasil, mas em consonância com o resto do mundo, uma invasão de marcas, tecnologias, modelos, tipos e aplicações, e mesmo assim, a pergunta continua, para que? Muitos parecem se esquecer que os computadores já tiveram sua utilidade doméstica questionada, não fossem os visionários Jobs e Gates darem os ponta pés em computadores que eram, assim como as primeiras impressoras open-source, de madeira, improvisados, ligados na TV, e de aplicação de fato, duvidosa.

Os Smartphones, hoje tão comuns, também já foram alvos de especulação se iriam aderir. Quem é do tempo da Palm e dos Windows CE's, Mobiles e afins, sabem que um computador de mão, principalmente um integrado a um celular, era um luxo, uma fantasia, de praticidade questionada. Hoje há quem não viva sem o aparelhinho no bolso.

Com as impressoras, vemos uma terceira onda de uma história já conhecida se repetindo. Apenas em casa, já é possível reparar e substituir quase todas as aplicações domésticas, desde puxadores de gavetas que quebraram, porta toalhas, suportes e prateleiras, porta trecos (canetas, lápis, material didático ou culinário), a até mesmo produzir pequenas engenhocas no lar, feitas à base de fé e impressoras 3D, como é o caso das impressoras de comida, impressoras de grama (para o jardim?) e impressoras de tatuagens...

Apenas para efeito de exemplo, imaginem vocês que uma grama de PVC, o plástico utilizado em pratos de aniversário e em quase todos os descartáveis da casa, custe menos de um centavo a grama, vamos dizer, um centavo para cada 10 gramas do material. E que um pacote de pratinhos de aniversário custe, digamos, 5 reais, ao peso de 100 gramas. Isso significa pagar 5 reais por 10 centavos de matéria prima de PVC. Os R$ 4,90 restantes são lucro do fabricante, distribuição, lucro das revendas, embalagem, estocagem, impostos, impostos e impostos (e devem incidir mais impostos ainda). São 2500% acima do valor do material! E sim, a maior parte das matérias de uma impressora 3D é compatível com o contato com a comida.

Imaginem agora esses números propagados a outros exemplos, a todos que listamos acima, e segundo o site RepRap.org, a economia anual numa casa, para impressão de apenas 20 produtos domésticos por ano, aproximadamente 0,02% do universo de bugigangas do lar, e já se pode economizar de 500 à 5000 reais por ano, apenas em casa! Imaginem isso numa empresa...

Image Credits and original development of the article: http://www.prsnlz.me/maker/3d-printing-in-the-home-could-save-you-up-to-2000-dollars-a-year/

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