A SLA – StereoLitography Aparatus , é uma tecnologia desenvolvida pela 3D Systems, para manufatura aditiva. Seu processo se baseia na combinação de uma resina fotossensível e um canhão laser para a construção dos modelos. Em cada camada, um disparo laser traça uma seção da peça, onde a exposição desta resina ao laser a faz entrar em processo de cura, solidificando o trajeto que o laser toca.

Após um padrão ser estabelecido, a plataforma da SLA desce a medida exata de uma nova camada, normalmente de 0,05mm a 0,15mm, então, a resina que se acumula abaixo deste pistão é pressionada para cima, cobrindo a parte recentemente curada pelo laser e o processo do desenho à laser sobre este novo material se repete, até que pelo empilhamento das camadas curadas, se obtém a réplica 3D do objeto do Software CAD.

Como se pode observar no desenho ao lado, superfícies que ficariam “no ar” são apoiadas pela própria resina acumulada e não curada, ao longo do desenho das camadas, formando a “mesa de suporte” para um plano que faça o fechamento do sólido com espaços ocos em seu interior.

Vantagens e Desvantagens:

A Estereolitografia possui muitos outros nomes, tais como: Photo-Solidificação, Fabricação Ótica, Fabricação de Formas Livres Ótica e Sólido Imaginário. Um dos aspectos mais sedutores da SLA é que uma peça funcional pode ser criada em menos de um dia, embora a dimensão, complexidade geométrica e altura da camada impactem nesse tempo. A maior parte das máquinas com essa tecnologia possuem um cilindro de impressão de 20” x 20” x 24”, sendo esse o volume máximo de impressão para peças feitas de uma só vez.

Protótipos feitos com a tecnologia SLA podem ser muito benéficos, uma vez que são bastante fortes para serem manuseados e podem servir como padrões para moldes de injeção, termoformagem e sopramento e também para moldes de shell. Seus produtos, pela baixa altura da camada, também contam com excelente acabamento superficial.

Por fim, embora não haja praticamente limitações de forma que se podem obter por este processo, o mesmo não é barato. A resina fotossensível custa de 300 a 800 dólares o galão (4 litros, aproximadamente).

O equipamento como um todo, custo ao redor de US$ 100.000,00 e seu canhão laser, com um uso estimado em 10.000 para ser então trocado, custa ao redor de outros US$ 15.000,00. Esta tecnologia requer ainda um piso especial, anti-vibração, para garantir a precisão do canhão laser, e estocagem segura do seu material, pois os próprios raios UV provenientes do Sol podem iniciar o processo de cura do material, deixando-o desde quebradiço, na hora de usá-lo, até mesmo inutilizando-o.